Dólar avança e se aproxima de R$ 4 com tensão política
Moeda americana fecha em alta de 0,51% Moeda americana fecha em alta de 0,51% Moeda americana fecha em alta de 0,51%
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de maio de 2019
Moeda americana fecha em alta de 0,51% Moeda americana fecha em alta de 0,51% Moeda americana fecha em alta de 0,51%
Agência Brasil 
O dólar voltou a flertar com a possibilidade de se fixar acima dos R$ 4 nesta quarta-feira (15) em meio ao aumento das dúvidas sobre capacidade de articulação política do presidente Jair Bolsonaro para aprovar uma reforma da Previdência robusta e destravar a economia. Com máxima de R$ 4,0218, atingida pela manhã, e mínima de R$ 3,9872, o dólar à vista fechou em alta de 0,51%, a R$ 3,9967 - maior valor de fechamento desde 1º outubro do ano passado (R$ 4,0299). No mercado futuro o dólar para junho fechou a R$ 4,0085, alta de 0,63%. No exterior, dados fracos das economias americana e chinesa avivaram temores de desaceleração da economia global.
Na contramão do exterior, Ibovespa tem pregão de perdas
A maior percepção de risco político voltou a afetar a confiança do investidor do mercado de ações e o Índice Bovespa teve um pregão inteiro de perdas nesta quarta na contramão do desempenho positivo das bolsas internacionais. As dificuldades do governo no Congresso e as manifestações políticas contra os cortes na educação impuseram cautela aos negócios na bolsa, enquanto o investidor acompanhava com desânimo os sucessivos indicadores que apontam para a fraqueza da economia nacional. O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 91.623,44 pontos. É a menor pontuação desde 3 de janeiro. Os negócios somaram R$ 15,5 bilhões.
Juros futuros de curto prazo em queda e alta nos DIs longos
O aumento do ruído político e mais um indicador evidenciando a fraqueza da economia - o IBC-Br de março - conduziram o mercado de juros, que também, em menor grau, recebeu alguma influência do cenário externo. No geral, as taxas encerraram a sessão regular perto dos ajustes de terça, com um viés de queda na ponta curta e leve alta nos longos. A taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2021 fechou em 6,84%, de 6,851% na terça no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 passou de 7,992% para 8,00%. A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu de 8,562% para 8,61%.
Projeções colocam o PIB abaixo de 1% em 2019
A sequência de dados fracos da indústria, comércio e serviços no primeiro trimestre, e nesta terça o IBC-Br, vai deixando claro que a retomada da economia estagnou no período e que o PIB entre janeiro e março deve ser mesmo negativo, o que ajudou a ancorar os DIs curtos. O IBC-Br caiu 0,68% no primeiro trimestre, na margem, e 0,28% em março ante fevereiro. O dado de fevereiro foi revisado em baixa, de -0,73% para -0,98%. Nesse contexto, as instituições financeiras continuaram reduzindo suas estimativas para o PIB e começam a surgir projeções já abaixo de 1% para 2019 - caso nesta quarta do BNP Paribas.


