Dólar atinge maior valor desde 5 de outubro
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quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Agência Estado 
Subiu
Dólar
Desceu
Petrobras
Petróleo e dúvidas sobre Previdência influenciam
O real teve na terça-feira (13) o pior desempenho ante o dólar entre os principais mercados emergentes, influenciado por fatores domésticos e externos. Em dia de forte volume de negócios, o dólar à vista fechou em alta de 1,78%, a R$ 3,8268, a maior cotação desde o dia 5 de outubro (R$ 3,8560) e a maior valorização desde 3 de setembro (+2,12%). Declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), minimizando as chances de aprovação da reforma da Previdência Neste ano, ligaram o alerta nas mesas de câmbio. No cenário internacional, o petróleo despencou 7% e o dólar subiu ante pares do real, como o peso argentino (+1,60%), o peso mexicano (+0,76%) e a lira turca (+0,28%).
Índice Bovespa fecha com recuo de 0,71%
A queda brusca dos preços do petróleo no mercado internacional e a cautela do investidor com o andamento da reforma da Previdência trouxeram instabilidade aos negócios com ações no Brasil e levaram o Índice Bovespa a fechar em baixa de 0,71%, aos 84.914,11 pontos. O Ibovespa chegou a subir 0,49% pela manhã, mas perdeu sustentação e caiu até 1,70% na mínima do dia (84.071,39 pontos). A maior queda foi da Petrobras ON, que perdeu 4,61%. Petrobras PN caiu 4,30% e foi a terceira maior baixa do índice. Os papéis cederam alinhados às fortes perdas do petróleo nas bolsas de Nova York e Londres, que superaram os 7%.
Taxas de juros tem dia de cautela de investidor
Os preços do petróleo pioraram ainda mais à tarde, penalizando ativos de economias emergentes e trazendo um pouco de cautela para a curva de juros na terça. Os contratos de curto prazo reduziram a queda e os de longo prazo fecharam em alta, enquanto o dólar renovava sucessivas máximas para fechar acima dos R$ 3,82 no segmento à vista. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 7,02%, de 7,060% na segunda-feita, e a do DI para janeiro de 2021 encerrou a 8,14%, mesma taxa do ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,47% para 9,52% e a do DI para janeiro de 2025 encerrou em 10,15%, de 10,080% no dia anterior.
Avanço do dólar faz pressão ao longo prazo
A avaliação dos profissionais, no entanto, é que a curva até que se comportou bem, considerando a forte pressão do câmbio. O diretor de Gestão de Renda Fixa e Multimercados da Quantitas Asset, Rogério Braga, viu o comportamento do dólar descolado dos demais porque os players estariam usando o câmbio como hedge para montar posições mais otimistas em outros ativos, como nos juros. "Parece que o pessoal está preferindo se proteger no dólar", disse. De todo o modo, o avanço do dólar trouxe alguma pressão aos vencimentos mais longos desde a parte da manhã. "Hoje (terça) faltaram boas notícias, fatos concretos, e, com isso, o mercado fica mais na defensiva e suscetível ao exterior", afirmou Braga.


