São Paulo O dólar comercial atingiu ontem sua menor cotação desde 18 de julho do ano passado. A moeda norte-americana terminou o dia com baixa de 2,02%, vendida a R$ 2,860. O principal motivo para a euforia do mercado financeiro foi a aprovação do texto básico da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara). Uma votação simbólica também aprovou a taxação de servidores públicos inativos, um dos pontos mais polêmicos da proposta.
A expectativa de captações de empresas brasileiras no exterior também foi motivo de otimismo. Neste ano, o volume de captações das companhias nacionais já é de quase US$ 9 bilhões.
Ontem, o grupo Santander Banespa anunciou sua quarta captação no ano, ao concluir uma emissão de bônus de 18 meses no valor de US$ 125 milhões. Outro fator que contribuiu para a forte queda do dólar comercial ontem foi o corte de juros feito pelo BCE (Banco Central Europeu). A taxa básica da zona do euro passou de 2,5% ao ano para 2%.
Bolsa em alta - Embalada pela euforia dos investidores, a Bovespa teve ontem a terceira alta consecutiva. No fim dos negócios, o principal índice da Bolsa paulista apontou uma alta de 0,45% e atingiu o nível de 13.779 pontos, o maior em quase 15 meses (20 de março de 2002). O volume financeiro somou R$ 876,249 milhões, acima da média. Nos últimos três dias, os ganhos acumulados alcançam 4%. No ano, o Ibovespa já valorizou 22%.

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