Agência Estado
De São Paulo
O dólar fechou ontem com forte pressão de alta, mas sem causar preocupação aos operadores do mercado de câmbio. O principal motivo da valorização da moeda norte-americana teriam sido a falta de liquidez e o baixo volume de negócios aliados à previsão de saída de dólares no início do próximo mês. O Banco Central, por sua vez, não atuou no mercado de câmbio e o dólar encerrou o dia em alta de 0,73%, cotado a R$ 1,9240, nível mais alto no mês.
Dois outros fatos também foram objeto de comentários ontem nas mesas de operações, mas sem causar impacto nos preços. São os casos do calote parcial da dívida no Equador e a mudança na política cambial na Colômbia.
O mercado de renda fixa passou a maior parte desta segunda-feira ‘‘de lado’’ e melhorou um pouco no final dos negócios, quando as compras de contratos de DI futuro aumentaram, implicando alta nos PUs e queda nos juros futuros. No primeiro dia útil após o abandono do sistema de bandas cambiais pela Colômbia e a moratória parcial do Equador, as bolsas operaram com a mão no freio. A forte oscilação da Bolsa de Nova York também inibiu os negócios. O índice Dow Jones oscilou entre valorização máxima de 123 pontos e a mínima de zero, para fechar em alta de 24 pontos, nos 10.303 3 pontos.
A máxima da Bovespa foi alta de 0,87% e a mínima, queda de 0,28%. Fechou com ganho marginal de 0,08% e volume negociado de R$ 516 milhões.

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