Dólar antecipa exportações
As altas do dólar fizeram disparar as exportações de soja na primeira semana de maio, aumentando em 430% (US$ 133,45 milhões) a média diária negociada, em comparação com o mês de abril, segundo informações do registro de exportações divulgado anteontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Esses números, na verdade, representam as intenções de exportação, mas de qualquer forma são um termômetro bem favorável ao mercado, comentou ontem o consultor de mercados da FNP, Anderson Galvão Gomes. Segundo ele, somente no final do mês serão divulgados os números de vendas.
O bom marketing da soja brasileira continua favorecendo as vendas, pois Europa e China, maiores consumidores, preferem soja não transgênica. Um bom exemplo disso é a diferença de preço entre o farelo de soja argentino e brasileiro, que ficava historicamente em torno de 5%, e há dez dias chegou a 15%, para benefício do produto brasileiro, afirmou Gomes. Ontem, no Porto de Roterdã, a diferença foi de 9%, com farelo brasileiro a US$ 182,00/t,e argentino a US$ 199,00/t.
Na região Oeste do Paraná, a Corretora Granoeste, constatou aumento de 50% nas vendas do final de abril até agora. Ainda não fizemos o fechamento de negócios, mas não há como negar que a valorização do dólar estimulou as vendas para o exterior; outro fator foi a redução do frete de até 35%, disse o corretor da empresa, Camilo Motter.
No segundo semestre, os preços internos tendem a aumentar com a entrada da safra americana e as festas de fim de ano, já que as indústrias de aves e suínos, compram mais ração à base de soja.
A estimativa da FNP Consultoria para a produção nacional é de 36,1 milhões de t, com exportação de 12,6 milhões de t. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) prevê exportação de 13,5 milhões de t 17% acima do ano passado, com receita de US$ 2,29 bilhões, 4,6 acima de 2000. O último relatório de embarques, de 15 a 30 de abril, registrou exportação de 7,5 milhões de t.
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Cebola/Curitiba O preço médio pago aos produtores de cebola no Paraná em abril foi de R$ 10,94/saca (20 Kg), o que representou aumento de 90% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço do produto no atacado vem aumentando gradativamente desde o começo do ano, e atualmente está cotado em R$ 13,00/saca, segundo informações do Deral.
Grande parte da produção já foi comercializada e no momento a atividade mais exercida é a semeadura de novas mudas para a próxima safra, que vai ser colhida em outubro.
O Paraná é responsável por 5% da produção nacional, e a estimativa é colher 57,6 mil toneladas em uma área de 5,4 mil hectares. Por causa do bom preço do produto, a expectativa é de haver o aumento de 20% na área da próxima safra, principalmente por parte de novos produtores que devem começar a plantar, avaliou o engenheiro agrônomo da Emater, Emerson Pedro Baduy.
De acordo com o engenheiro agrônomo do Deral, Maurício Lunardon, o produtores devem ter cautela. Temos bons preços agora, mas a tendência no final do ano é que haja mais oferta e possível redução de preço, disse Lunardon.
No Paraná, o custo total de produção com menor uso de tecnologia está em torno de R$ 3,40/saca; em lavouras mais tecnificadas, R$ 1,62/saca a produtividade média do Estado é de 10,6 kg/ha. A principal região produtora é Curitiba, responsável por 58% da produção de 2000; Araucária, Campo Largo e Irati também se destacam no setor.





