São Paulo - A queda do dólar acentuou ainda mais o momento desfavorável por que passa o setor sucroalcooleiro. Isso porque a tonelada do açúcar em dólar mais barata, que já custa cerca de 45% menos que há um ano, é somada à queda de 30% nos preços do litro do álcool vendidos na usina e ainda não repassados integralmente para o consumidor.
De acordo com o conselheiro da Usinas e Destilarias do Oeste Paulista (UDOP) e diretor da Usina Campestre, Fernando Perri, o dólar é um componente importante para as usinas. ''Cerca de 60% das receitas do setor são indexadas ao dólar. Acredito que ninguém fez previsões orçamentárias considerando o dólar em R$ 1,90'', afirma. A cotação da moeda norte-americana na última sexta-feira foi de R$ 1,953.
Ele explica que essa queda apenas se soma à desvalorização do açúcar no mercado internacional. ''Há uns três anos, quando os preços do açúcar começaram a subir de maneira mais firme, todos os produtores mundiais que tinham algum espaço de produção ocioso, como Índia e Tailândia, além do próprio Brasil, aumentaram sua produção. Isso derrubou as cotações neste ano'', avalia.

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