São Paulo - O dólar comercial manteve a trajetória de queda e fechou a R$ 3,355, baixa de 0,50%. No mês, a moeda norte-americana caiu 6,15%.
A cotação de ontem é a menor cotação desde o fechamento do dia 16 de janeiro (R$ 3,305) e a terceira queda consecutiva da moeda. A queda é puxada pelo bom resultado da balança comercial.
Os dados positivos vão na contramão do que previam muitos economistas sobre os efeitos da guerra do Iraque na economia brasileira. Ao contrário do esperado, o conflito não desaqueceu a economia mundial ao ponto de prejudicar as exportações brasileiras.
Bolsa - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem em queda de 1,07%, aos 11.273 pontos e volume financeiro de R$ 628,385 milhões.
Apesar disso, o Ibovespa (que reúne os papéis mais negociados) acumulou ganhos de 9,7% em março, o melhor desempenho desde outubro do ano passado (17,91%).
Essa recuperação só foi possível devido à sequência de altas das Bolsas internacionais com a aposta de uma guerra curta no Iraque, além da queda do dólar e risco Brasil, bem como a valorização dos títulos da dívida no exterior, reflexos de uma maior confiança na economia do País.
Após três meses com o discurso centrado nos cenários de guerra, o mercado poderá adotar, a partir de abril, uma nova cantilena para justificar as oscilações nos preços dos papéis. Analistas financeiros já vislumbram o peso nos negócios dos obstáculos a serem enfrentados pelo governo Lula para aprovar as reformas tributária e previdenciária no Congresso.

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