São Paulo O dólar registrou ontem sua quarta alta consecutiva a moeda subiu em todos os dias de setembro até agora e fechou cotado a R$ 3,150 na compra R$ 3,152 para venda, 1,18% mais caro do que anteontem.
As sucessivas ações do Banco Central ontem mais uma vez foram suficientes apenas para conter, e não reverter, a alta, alimentada pelo quadro pré-eleitoral e pela queda nos mercados internacionais.
O BC confirmou ontem que interveio no mercado de câmbio vendendo dólares à vista para reduzir a pressão sobre as cotações. Segundo operadores, a ação teria ocorrido durante a manhã.
Além disso, a autoridade monetária vendeu mais US$ 52,5 milhões, de US$ 70 milhões ofertados, em linhas de crédito à exportação, e já rolou 36% de uma dívida de cerca de US$ 2 bilhões que vence na próxima quarta-feira.
Mas as ações conseguiram no máximo conter o nervosismo do mercado, que está atento ao quadro eleitoral e às turbulências externas.
No cenário político, analistas ressaltaram a estagnação do candidato governista, José Serra, considerado o favorito do mercado por defender a continuidade da atual política econômica.
Serra, que subira na rodada anterior de pesquisas, logo após o início do horário eleitoral gratuito em rádio e TV, apareceu estagnado na última pesquisa do Ibope, divulgada na última terça-feira, empatado em segundo lugar com Ciro Gomes (PPS).
''Alguns departamentos econômicos de bancos estão alertando seus departamentos de operações para não contarem como certa a ida de Serra para o segundo turno'', disse Miriam Tavares, diretora da corretora AGK.
Além disso, o mercado teme a possibilidade, cada vez mais iminente de o presidente George W. Bush, amparado apenas pelo apoio do Reino Unido, iniciar um ataque militar contra o Iraque e provocar uma nova crise do petróleo, empurrando a economia global de vez para a recessão.
Bovespa Pelo quinto dia consecutivo, a Bovespa fechou em baixa, pressionada pela percepção crescente no mercado externo de que a economia global corre o risco de ser abalada por uma nova recessão.
Ontem, o principal índice da Bolsa paulista encerrou o dia em queda de 2,73% aos 9.723 pontos. O volume financeiro revela a ausência de investidor estrangeiro nos negócios. Somou apenas R$ 395,737 milhões, bem abaixo da média diária do mês passado (R$ 633 milhões).

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