Dólar acumula alta de 2,8% e fecha a semana a R$ 2,95
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sábado, 15 de novembro de 2003
Agência Folha 
São Paulo O dólar fechou a semana cotado a R$ 2,95, uma alta de 0,34% ontem. A moeda norte-americana subiu 2,8% nos últimos cinco dias. É a maior valorização percentual em 15 semanas. No ano, a queda acumulada do dólar é de 16,8%.
A última vez que a desvalorização do real diante do dólar foi tão intensa ocorreu entre os dias 25 de julho e 1º de agosto, quando a moeda norte-americana pulou de R$ 2,893 para R$ 3,035.
Naquele período, o salto foi atribuído ao desgaste político do governo na tramitação da reforma previdenciária com o impasse entre o Planalto e os governadores, à crise com os movimentos sociais (MST e sem-teto) e à queda dos títulos da dívida externa por conta dos sinais de recuperação da economia norte-americana, que motivaram uma reavaliação sobre o fluxo de recursos para os mercados emergentes.
''Nesta semana, o mercado de câmbio começou, finalmente, a levar a cotação do dólar aos R$ 3, que é o consenso para o fechamento do ano'', afirma o vice-presidente de tesouraria do banco alemão WestLB no Brasil, Flávio Farah, para quem o dólar deve oscilar entre R$ 2,92 e R$ 2,97 na próxima semana.
Ele considera que o Banco Central deverá realizar um leilão na próxima quarta-feira para a rolagem parcial dos títulos cambiais no valor de US$ 2,257 bilhões que vencem no dia 1º de dezembro. Será o penúltimo vencimento cambial do ano. O último soma US$ 1,240 bilhão no dia 18 de dezembro.
''As tesourarias estão estocando mais dólares e se antecipando à maior demanda pela moeda em dezembro'', diz Farah. Ele afirma que, no próximo mês, a previsão é de que os vencimentos de dívida privada totalizem US$ 3,4 bilhões. ''Uma parte desse valor não será renovada.''
Além disso, outra pressão é a tradicional movimento de remessas de lucros e dividendos para o exterior pelas companhias multinacionais. ''O fluxo da moeda se inverte com o início do recesso natalino'', avalia o vice-presidente do banco alemão.


