Dólar acumula alta de 2,2% na semana
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2003
Agência Folha 
São Paulo Depois de oscilar intensamente por todo o dia devido à falta de negócios, o dólar fechou a sexta-feira nos mesmos R$ 3,665 para venda e R$ 3,66 para compra do dia anterior. Na semana, entretanto, a moeda acumulou alta de 2,23%, e no ano já se valorizou 3,4%.
As atenções estiveram voltadas totalmente para a apresentação sobre o Iraque feita pelo chefe de inspeção de armas da Organização das Nações Unidas (ONU), Hans Blix, ao Conselho de Segurança do organismo.
Muitos operadores e investidores chegaram a encerrar os negócios mais cedo para acompanhar na íntegra a apresentação, que começou às 13h15 (hora de Brasília) e foi seguida pelo depoimento dos representantes de países membros do Conselho.
Entre os poucos que sobraram no mercado, a reação foi positiva: o dólar chegou a cair para R$ 3,632, as Bolsas de Valores estrangeiras operaram em alta e, no mercado de dívida, o risco Brasil caiu 0,74% para 1.339 pontos.
O relatório não exibiu nenhum ponto que possa ser usado como base para uma intervenção militar. Mesmo assim, os EUA continuam a defender a ação militar como única forma de acabar com programas de armas de destruição em massa que acusam o governo iraquiano de promover, o que mantém forte a hipótese de guerra, apesar da oposição de países como França, Alemanha, China a Rússia.
Blix afirmou que, após nova viagem ao Iraque neste fim de semana, não encontrou no país armas de destruição em massa. Além disso, o inspetor também revelou que o presidente Saddam Hussein emitiu decreto no qual proíbe a presença de tais armas no país e que o governo iraquiano incentivou as entrevistas privadas entre seus cientistas e os inspetores, como requisitara a ONU.
Segundo Blix, o maior problema em relação ao desarmamento do país é que não foram encontradas provas conclusivas de que agentes químicos e biológicos, como o antraz e o gás VX, que ataca o sistema nervoso, tenham sido destruídos.


