Dólar abre em alta, mas recua ante fatores domésticos
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segunda-feira, 03 de outubro de 2011
Agência Estado 
SÃO PAULO - O dólar comercial abriu em alta de 0,80%, a R$ 1,895, mas não sustentou a trajetória e, em poucos minutos, inverteu o rumo. Às 10h32, a cotação era de R$ 1,877, com recuo de 0,16%. Hoje, a moeda norte-americana acompanha os acontecimentos internacionais. Porém, hoje, alguns fatores domésticos contribuem para roubar fôlego de alta ao dólar ante o real.
O primeiro fator doméstico é que se esgotou o movimento de rolagem de posições no mercado futuro, decorrente do vencimento dos contratos de outubro, que são liquidados hoje. O mercado vivenciou uma forte inversão nas posições em dólar futuro durante o mês de setembro, no qual os investidores estrangeiros abandonaram posição vendida forte e ficaram comprados - US$ 11,874 bilhões na sexta-feira. Como esses players atuam pesadamente na formação das cotações, trabalharam para sustentar o dólar valorizado nos últimos pregões, o que ajudou a formar uma Ptax em setembro de R$ 1,8544, com alta de 16,83% no mês. Hoje esse esforço não é mais necessário.
Além disso, o dólar futuro está muito perto de R$ 1,90 e vários players sustentam a ideia de que as cotações acima dessa marca são incompatíveis com a condução da política econômica atual e incomodam o Banco Central, o que aumentaria as chances de intervenções. Por isso, muitos consideram a cotação como teto e tendem a vender dólares quando ela está perto de ser alcançada. Ao mesmo tempo, se ela for rompida durante o pregão, o mercado tende a ficar na expectativa de anúncio de outro leilão de swap.


