Dois novos terminais para Paranaguá
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terça-feira, 07 de março de 2017
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 

Dois projetos de novos terminais no Porto de Paranaguá fazem parte do pacote de concessões anunciado nesta terça-feira, na segunda reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). No total, serão apresentados 55 novas concessões, além de propostas de renovações contratos, entre rodovias, ferrovias, terminais portuários e linhas de transmissão de energia em todo o País. Serão em torno de R$ 45 bilhões em novos investimentos.
A projeção de investimentos no porto paranaense é em torno de R$ 220 milhões para construção de um novo terminal de veículos e um de produtos florestais. "Esse pacote era algo que vínhamos discutindo com o ministro (dos Transportes, Maurício Quintella Lessa). Participamos da elaboração dos projetos", comentou Luiz Herenqui Dividino, diretor presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina.
Com o novo terminal de veículos, a demanda estará atendida até 2030 e permitirá que o porto dobre a capacidade de movimentação de veículos, que hoje gira em torno de 200 mil veículos/ano. O terminal de produtos florestais atenderá o setor pelos próximos 20 anos. Terá uma plataforma para movimentar 2 milhões toneladas/ano. E o terminal de fertilizante (Fospar) teve o contrato de arrendamento renovado pela União.
De acordo com Dividino, ainda há a expectativa que outros três projetos entrem na pauta de concessões ainda no primeiro semestre. Os novos terminais atenderão a área de granel sólido. "Quando fizemos o nosso desenho de projeto futuro identificamos outras áreas também como para movimentação de granel líquido. Conseguimos tirar esses cinco do papel, quem sabe também sai o de granel líquido", disse o presidente.
Para ele, as concessões vão possibilitar atender melhor os clientes. "O Porto de Paranaguá vem se especializando não só em soja e farelo convencional, mas também em soja transgênica e farelos de alta proteínas e esses produtos não podem se misturar. Os terminais nos ajudariam a fazer a segregação das cargas", explicou o diretor presidente. Esses projetos estimam-se em R$ 500 milhões.
Dividino afirmou que, além dos projetos PPI, o porto vem recebendo recursos da iniciativa privada, que vão possibilitar o crescimento do terminal portuário. O Terminal de Contêineres, que deve ser finalizado em março, recebeu aporte de R$ 900 milhões e vai permitir o crescimento de 33% na movimentação de carga.
Antonina vai ganhar investimentos de R$ 140 milhões para construção de mais um berço. "Com a revisão da área de jurisdição do porto abriu a possibilidade de investimentos em terminais privados", comentou Dividino.
ENERGIA
Serão incluídos na carteira do PPI 35 lotes de linhas de transmissão de energia em 17 estados, com investimentos de R$ 12,8 bilhões. O leilão ocorrerá ainda este ano. A Copel informou que pretende participar do leilão de olho em linhas no Paraná e em São Paulo. Também foram inclusos os projetos de concessão da BR-101, em Santa Catarina e os estudos para licitação de três rodovias.
De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, o objetivo do programa é dar previsibilidade para os investidores interessados no país. "As pessoas físicas e jurídicas precisam saber o que vai acontecer e quando, e, sobretudo, ter garantia de que as regras serão respeitadas no futuro."
Em setembro do ano passado, foi apresentada a primeira leva de concessões do PPI, com 35 projetos nos setores de aeroportos, portos, rodovias, ferrovias, petróleo e gás, mineração, energia e saneamento. Desde então foram assinados três contratos e lançados sete editais de concessão e arrendamento. Até o fim deste ano, estão previstos mais de 20 leilões no âmbito do PPI. (Com Agência Brasil)


