Dois mil ha perdidos no Oeste
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terça-feira, 30 de abril de 2002
Gilmar Agassi<BR>Equipe da Folha 
Cascavel - O Deral apresentou ontem o último levantamento sobre as perdas sofridas pelo milho safrinha na região de atuação do Núcleo de Cascavel, formada por 28 municípios. O relatório informa que cerca de 26,3% da produtividade está comprometida e ao menos 2 mil hectares foram completamente perdidos em decorrência da estiagem.
Com a falta de chuva, o milho teve seu desenvolvimento retardado, o que resultou em prejuízos aos produtores. A estimativa inicial do Deral era de uma produtividade de 3,8 mil quilos por hectares. As avaliações feitas por técnicos do departamento mostram que a média caiu para 2,8 mil kg/ha. A cada dia que passa os prejuízos são maiores e mais consideráveis, explica o técnico José Pértile.
O assessor-técnico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Jorge Proença, está pouco otimista com a safra atual do milho safrinha. Segundo ele, a quebra de milho safrinha nas regiões oeste e sudoeste do Estado tem sido relevante, podendo chegar a 1 milhão de toneladas. Ele completa que o Paraná produz cerca de 3,5 milhões de toneladas, que representa mais de 50% da produção nacional.
A previsão antes do início do plantio era de que fossem colhidos cerca de 458 mil toneladas de milho safrinha. A confirmação de perdas reduziu a expectativa do Deral, para uma produção de 367 mil toneladas. Os prejuízos até o momento não foram maiores, porque algumas chuvas esparsas amenizaram o problema. Em alguns pontos a chuva ajudou bastante, com uma recuperação significativa, diz Pértile.
Segundo o técnico, na região de atuação do Núcleo de Cascavel, 20% do milho ainda está em fase de desenvolvimento vegetativo, 40% em floração e 40% em estágio de frutificação. Ele completa que a situação mais crítica da safrinha está localizada na região do lago de Itaipu.


