O que mais preocupa o pecuarista na França e Alemanha é a febre aftosa, cuja doença tem disseminação rápida e pode provocar prejuízos econômicos irreparáveis com o sacrifício dos animais. A crise da doença da vaca louca não afetou tanto o produtor, mas sim o consumidor que reduziu o consumo em 60% devido ao pânico total. Já com relação à febre aftosa o consumidor não se preocupa tanto porque a doença não o atinge diretamente.
Em relação à sanidade da carne brasileira, os alemães não têm nenhum conhecimento. Eles não conhecem o padrão de sanidade, não se interessam e não vão atrás. Na França, os pecuaristas alegam que a abertura das importações de carne de outros países depende das condições de rastreabilidade. E nesse ponto eles se aliam aos consumidores.
O representante da Maison des Agriculteurs da França, Christopepe Song Y, disse que os consumidores em seu país não são dependentes de determinados alimentos. Se há problemas com a carne bovina no Brasil, eles compram de outro lugar ou podem consumidor frango, peixes ou apenas vegetais. Segundo ele, o consumidor francês tem um poder de compra muito grande e vai comprar seus alimentos onde quiser, e vai exigir preço competitivo e qualidade.
Na França já existem correntes de pecuaristas que começa a questionar se é necessário sacrificar todo o rebanho quando é identificado um foco de febre aftosa na propriedade. Eles acham que a podem tratar a doença e este sacrifício de todo o rebanho pode ter consequências sérias futuramente. Por outro lado, existem outros pecuaristas que preferem sacrificar todo o plantel e ainda defendem a colocação de forte desinfetante. Alguns agricultores na França defendem a volta da vacinação contra febre aftosa porque têm medo de perder todo o plantel. (V.C.)

mockup