Na terça-feira, o ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, prometeu à direção da Associação Brasileira das Empresas Exportadoras de Frango (Abef), que iria interceder junto ao governo do Canadá para que as autoridades sanitárias daquele país retomem as importações brasileiras de peito de frango.
A Abef denunciou ao ministro que os Estados Unidos ameaçaram vetar o ingresso de frango canadense no mercado americano, caso o Canadá mantivesse as importações do produto brasileiro. Como consequência dessa pressão, dois navios, com 50 mil toneladas do produto, já teriam retornado aos portos brasileiros.
O Canadá mantém uma cota anual de importação de peito de frango de 75 mil toneladas (o equivalente a 7,5% da sua produção local), o que corresponde a US$ 300 milhões a preços atuais. Atualmente essa cota é preenchida integralmente pelos Estados Unidos, mas poderia ser aberta a outros fornecedores, desde que fosse firmado um acordo sanitário para esse fim.
O acordo sanitário com o Brasil foi firmado no início de agosto, em Roma, por ocasião da reunião da Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO). A alegação dos Estados Unidos para pressionar o Canadá a romper o acordo sanitário com o Brasil, é de que a doença de ''new castle'' (febre que atinge as aves) ainda não foi erradicada no País. A Abef alega que, embora ainda não exista reconhecimento oficial por parte do Comitê Internacional de Epizootias (OIE) de que a doença foi erradicada o que deverá ocorrer em cerca de 60 dias há mais de cinco anos não há registros da moléstia nas regiões produtoras de frango no Brasil.

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