Essa ferrugem representa séria ameaça à sojicultura da América Latina e exige urgentes ações da pesquisa e da assistência técnica. A Embrapa já está fazendo levantamento da doença ao nível nacional, determinando as áreas de ocorrência da P. pachyrhizi, através da análise de DNA de isolados, obtidos de diferentes regiões de ocorrência.
‘‘Já começamos os testes, tanto em laboratório quanto a campo, para avaliar quais cultivares apresentam resistência à doença’’, diz Tadashi. ‘‘Fizemos a inoculação artificial das plantas com o fungo para avaliar a reação das cultivares disponíveis e determinar as fontes de resistência à doença’’, explica.
Além desses testes, a Embrapa Soja está avaliando a eficiência de fungicidas recomendados atualmente para o oídio e doenças de final de ciclo no controle da ferrugem. Em condições severas, seria necessário aumentar o número de aplicações de fungicidas, o que inviabilizaria economicamente a cultura nas regiões atingidas. ‘‘Por isso é importante identificarmos as cultivares que apresentam certo nível de tolerância para reduzir o número de aplicações’’, diz Tadashi.
Segundo o pesquisador, outra medida que deve ser tomada com urgência é o
treinamento e a capacitação de técnicos de campo para que possam identificar e monitorar a área, indicando ou não a aplicação de fungicidas.

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