DOCUMENTAÇÃO INTERNA - O que fazer com tanto papel?
Onde guardar tanto papel? Quanto tempo os documentos precisam permanecer no arquivo? Quais os cuidados necessários para mantê-los em bom estado? Para se ver livre dessas dúvidas, as empresas estão recorrendo a profissionais de ciência da informação.
Apesar do avanço tecnológico que permite a digitalização cada vez mais rápida e segura de documentos, nem tudo pode ser jogado fora. Em alguns casos, até pode, mas as empresas receiam perdê-los no formato físico, principalmente quando se trata de informações sobre ex-funcionários e que podem ser solicitados se houver uma demanda judicial.
Em Londrina, o Grupo Setrata, que terceiriza folhas de pagamento de 15 empresas em todo o País, já dispõe de um enorme arquivo onde acolhe toda a documentação dos trabalhadores demitidos pelos clientes. Percebendo um nicho de mercado, acaba de criar uma empresa específica para oferecer arquivos terceirizados: a Arqjus.
Segundo Josiane, atualmente são cerca de duas mil caixas de papelão com 30 prontuários cada, algo em torno de 2,4 milhões de folhas de papel.
Para mantê-las em bom estado, elas sofrem um processo de higienização e de retirada de clips ou grampos. Depois, são coladas em sacos plásticos, antes de irem para as caixas. Os documentos são indexados por meio de um software específico e, segundo a arquivista, são facilmente resgatados caso necessário. Todo o processo, de acordo com ela, segue parâmetros da ISO 9000.
O corretor de seguros Sérgio Shimomura é adepto do sistema e está digitalizando apólices desde 2009.
● Estuda a informação desde a sua gênese até o processo de transformação de dados em conhecimento
● Profissional que organiza, reúne, preserva, controla e fornece acesso à informação registrada de uma organização ou empresa





