O avanço dos bancos estrangeiros no sistema financeiro privado dobrou em nove meses. A participação subiu de 10% para 20% do volume de ativos, se for considerada a aquisição do BCN pelo espanhol Bilbao Vizcaya. A velocidade das fusões e aquisições surpreende até os especialistas. Se o BCN, que tem ativos de R$ 15,1 bilhões, for vendido para o Bilbao, os estrangeiros serão responsáveis por R$ 56 bilhões do total de ativos do sistema.
A consultoria Ernest & Young estimava que a participação dos estrangeiros passaria de 10% para 25% até o ano 2000. Diante das últimas aquisições feitas, porém, os analistas da consultoria estão revendo essa conta. Tomando como base as últimas aquisições e os negócios em andamento, o diretor da Ernest & Young, Paulo Roberto Feldman prevê que nos próximos três anos os estrangeiros terão cerca de 40% dos ativos. ‘‘É um avanço muito grande para espaço de tempo tão curto’’, afirma Feldman.
Com a onda de fusões e aquisições que varreu o sistema financeiro do Plano Real, sobraram apenas dez bancos de varejo - com conta corrente e talão de cheques - com potencial para serem vendidos. São instituições de médio porte que precisam de capital para crescer.

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