Do romantismo à realidade

A extensionista rural e engenheira agrônoma Ernestina Izumi Muraoka, a Tina, da unidade da Emater de Uraí, escolheu a profissão pelo que classifica como um certo romantismo. "Dizem que isso é romântico, sonhador, mas até certo ponto, porque ajudamos os produtores a sobreviver da atividade rural, dando melhores condições de trabalho e renda para a sua família, que é o que qualquer pessoa quer."
A escolha pela área de atuação se deu na faculdade, quando já pensava em atuar em extensão e conseguiu passar no concurso da Emater depois de formada. "Assim consigo promover mudanças na vida dos agricultores que não conseguiria no setor privado", diz Tina.
Com o objetivo principal de dar condições de o agricultor ter uma boa renda e ter a escolha de permanecer no campo, ela afirma que cumpre uma paixão por ser de uma família de agricultores. "O trabalho garante a sucessão familiar no campo, porque dá condições de o filho voltar a viver da propriedade do pai", diz a extensionista.
Especializada em olericultura orgânica, Tina afirma que pôde buscar o bem-estar ambiental e social para os produtores paranaenses. "Desde formada trabalho em Uraí e 90% das propriedades daqui são familiares, com pouco mais de 20 hectares, e que não conseguem viver da produção de grãos", diz. "No campo é que vemos, pela conversa dos agricultores, a viabilização do trabalho deles como negócio e, principalmente, com qualidade na alimentação por não usar agrotóxicos", encerra. (F.G.)





