A falta de definição clara sobre as regiões que serão afetadas pelo racionamento de energia levou o conselho da Dixie Toga a rever seus planos e aguardar um anúncio definitivo do governo antes de transferir de Sorocaba para a unidade de Londrina parte da produção de potes de margarina, iogurte e geléia. ‘‘Não vamos nos precipitar. Não vamos tomar nenhuma medida antes que o governo anuncie oficialmente onde haverá cortes e de que forma eles ocorrerão’’, disse ontem o presidente da empresa, Sérgio Haberfeld, em entrevista à Folha, por telefone
Ele informou que técnicos da empresa continuarão elaborando o planejamento de transferência de parte do maquinário para o caso da região Sul ficar de fora do racionamento. O planejamento inclui estudos quantificando o total de energia a mais que a empresa necessitaria para aumentar a produção em Londrina. ‘‘Após todos os estudos, vamos conversar com autoridades e com a Copel, para sabermos que há disponibilidade de energia em Londrina’’, acrescentou Haberfeld.
A unidade da Dixie de Sorocaba emprega cerca de 800 funcionários e é a maior fabricante de potes de margarina e de iogurte da América Latina.

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