Cláudia Lopes
O diretor presidente da Dixie Toga, Walter Schalka, disse ontem à Folha que a empresa está reavaliando seu projeto de construir uma quarta unidade em Londrina. A decisão só deve ser divulgada daqui a 30 dias. ‘‘Vai depender de fatores como mercado, forma de investimento e a obtenção de um financiamento no exterior para compra de equipamento’’, afirmou.
O anúncio de uma quarta fábrica do grupo na cidade havia sido feito em janeiro deste ano. Mas o projeto foi engavetado em seguida por causa da desvalorização cambial. Caso seja confirmada no próximo mês, a nova unidade produzirá filmes (em sete camadas) para o embalo de queijos e carnes.
A Dixie Toga está centrando seu foco de atuação no mercado de embalagens. Por isso, a empresa resolveu vender a divisão Lalekla, que atua no mercado institucional de produtos de limpeza e higiene pessoal, para a Klabin Kimberly S.A, com sede em São Paulo. A negociação será efetivada no próximo dia 1º, após uma auditoria que vem sendo feita na Lalekla e que deve terminar no dia 30 deste mês.
A alienação da divisão não terá nenhum reflexo nos negócios do grupo em Londrina, segundo Schalka. Os valores da transação ainda não foram divulgados pela Dixie. ‘‘O preço está sendo avaliado’’, afirmou. A Lalekla tem 50 funcionários e distribui produtos de higiene e limpeza para o Brasil inteiro.
A Klabin Kimberly é uma joint venture da Klabin Papel e Celulose com a empresa americana Kimberly, que fabrica produtos de papel absorvente como papéis higiênicos, tolhas descartáveis e guardanapos.
Com a compra da Lalekla, a empresa passa a atuar em um novo segmento - o de produtos de limpeza e higiene pessoal fabricados especialmente para hotéis, restaurantes, hospitais, escolas e empresas. A Folha tentou contatar, ontem à tarde, o diretor gerente da Klabin Kimberly, Mark Hyde Pitt, mas não o encontrou.

mockup