Dixie Toga nega retorno a São Paulo Agência Estado e Redação Três grandes empresas que receberam benefícios fiscais para trocar São Paulo por outros Estados estão discutindo possível retorno. As negociações começaram após a decisão do governador Mário Covas de ampliar as medidas de proteção contra incentivos para atrair empresas. Uma dessas três empresas é uma multinacional com fábricas em vários estados. A outra é uma empresa de capital nacional instalada na Bahia. Sobre a terceira, a Agência Estado não tem informações. A Folha conversou ontem, por telefone, com o diretor-presidente da Dixie Toga, Walter Schalka, que afirmou que a empresa não vai retornar para São Paulo. ‘‘A Dixie vai continuar investindo em Londrina’’, garantiu. A empresa, de embalagens plásticas, tem três unidades no município e está construindo a quarta fábrica. As três empresas que negociam temem que São Paulo não reconheça o ICMS recolhido no Estado de origem, o que neutralizaria o incentivo fiscal. Isso abriria a brecha legal para que São Paulo notificasse as empresas que compram produtos dessas companhias, cobrando o ICMS. Foi exatamente esta política que levou a Dixie Toga a fechar um acordo com São Paulo, no mês passado, renunciando aos incentivos fiscais para evitar que os clientes fossem notificados pelo Estado. O acordo foi assinado sob pressão, segundo Walter Schalka.

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