Josoé de CarvalhoO secretário Nelson Justus: ‘‘Só falta a resposta da empresa’’O diretor executivo e o gerente de novos projetos da Dixie Toga, Walter Schalka e Ronaldo Mello, reuniram-se ontem, em Londrina, com o secretário estadual da Indústria e Comércio, Nelson Justus, o prefeito Antonio Belinati e o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani. Eles vieram conhecer a Cidade Industrial de Londrina, além de discutir detalhes da negociação para possível instalação da Dixie na cidade. Segundo Justus, um representante de outra empresa também participou do encontro. Os empresários e o secretário estadual sobrevoaram a área onde deverá ser implantada a Cidade Industrial de Londrina.
A Folha de Londrina apurou que a Dixie Toga, empresa líder no setor de embalagens, apresentou uma proposta com algumas exigências para sua instalação em Londrina. Uma delas é a instalação de uma subestação de energia elétrica apenas para atendê-la. A proposta só será discutida com o governador Jaime Lerner na próxima semana, logo depois da Páscoa.
O anúncio da instalação de duas grandes indústrias em Londrina foi prometido pelo prefeito Antonio Belinati e pelo secretário Nelson Justus na semana passada, quando foi fechado acordo de parceria entre a prefeitura e o governo do Estado para atração de novos investimentos para Londrina.
Justus diz que o anúncio de instalação de uma das indústrias deve acontecer na próxima semana. ‘‘Agora, só falta esperar pela resposta dos empresários’’, garante Justus, revelando que eles deram ‘‘nota dez’’ para Londrina. ‘‘O anúncio será feito pelo prefeito e pelo governador’’.
O secretário conta que as duas empresas tinham interesse em se instalar na grande Curitiba. ‘‘Mas o governo não quer centralizar todas as indústrias em Curitiba e, por isso, oferece o dobro de incentivos para quem se instalar no interior do Estado’’, disse. ‘‘Desde o início das negociações, nossa intenção foi atrair estas duas empresas para Londrina’’.
Os benefícios oferecidos pelo governo para a instalação das indústrias na Cidade Industrial de Londrina são os previstos no Programa Paraná mais Empregos, ou seja, a dilatação do ICMS por 48 meses, com financiamento de quatro anos depois do 49º mês. Justus diz que o governo também poderá financiar a construção de barracões, se for necessário. A doação do terreno, obras de terraplanagem, infra-estrutura básica e isenção de IPTU e ISS ficam por conta da prefeitura municipal.
Na semana passada, Belinati disse que já tinha acertado com a empresa Montasa a contrução de um barracão de 40 mil metros quadrados, num prazo de 120 dias, para a instalação de um destes investimentos.
Apesar do governador Jaime Lerner ter anunciado sua intenção de fazer de Londrina um pólo de autopeças, Nelson Justus garante que a outra indústria em negociação também não é do setor de autopeças.
Justus se diz satisfeito com o desempenho do Paraná na atração de investimentos. ‘‘Queríamos atrair investimentos de US$ 5 bilhões em quatro anos. Conseguimos atrair US$ 5,5 bilhões em dois anos, sendo que 25% destes são representados por montadoras. Córdoba, uma das principais cidades da Argentina, conseguiu atrair US$ 2 bilhões nos últimos quatro anos’’.

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