Dixie-Toga anuncia a sua 3ª unidade em Londrina
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de dezembro de 1997
Carina Paccola Londrina 
Mário CésarVistoriaO prefeito Belinati e o diretor da empresa, Walter Schalka (centro da foto), visitaram ontem as obras das duas primeiras unidades do grupo na Cidade Industrial de Londrina A fábrica de embalagens Dixie-Toga vai construir uma terceira unidade na Cidade Industrial (zona norte) em Londrina. A confirmação foi dada ontem de manhã pelo diretor executivo da empresa, Walter Schalka, ao visitar as obras com o prefeito Antonio Belinati. Para a terceira fábrica, com 15 mil m2 de área construída, o investimento da Dixie será de US$ 45 milhões.
A unidade, que deve empregar 650 pessoas, produz embalagens flexíveis em rotogravura - embalagem de salgadinhos, bolachas, sabonetes. A previsão é que entre em funcionamento em agosto de 1998.
No início da manhã de ontem, Schalka havia dito que eram pequenas as possibilidades de mais uma fábrica em Londrina porque, para isso, a empresa gostaria de ter o mesmo tratamento dispensado pelo governo do Estado às duas primeiras unidades, que estão em obras. A Dixie-Toga obteve postergação para recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). De acordo com Schalka, a empresa estava analisando propostas de Minas Gerais e Rio de Janeiro
Depois da visita, o prefeito Belinati telefonou para o secretário do Estado da Fazenda, Giovani Gionédis, e conseguiu a garantia de que o governo vai conceder o mesmo prazo para recolhimento do ICMS. Foi batido o martelo, anunciou o presidente em exercício da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), José Cândido Miller Júnior. Segundo Miller, a Codel havia reservado uma área de 60 mil m2 nos fundos da Dixie-Toga já prevendo a possibilidade de construção de uma terceira fábrica. Agora a Codel vai encaminhar à Câmara o processo de doação do terreno.
Segundo Schalka, o cronograma de obras vem sendo cumprido. A primeira unidade - de embalagens flexíveis - deve começar a operar na segunda quinzena de janeiro. Para hoje ou amanhã, está prevista a chegada de maquinário para essa fábrica, que ocupa 7.500 m2 de área construída. A segunda fábrica - de embalagens para fast food - terá 10 mil m2. As duas vão funcionar sete dias por semana, 24 horas por dia, e devem empregar de 800 trabalhadores. As contratações já estão sendo feitas; e os funcionários passam por treinamento em São Paulo.
Schalka afirma que se houver algum atraso em função da retirada de uma máquina perfiladeira da obra - uma liminar determinou a remoção do equipamento porque a subempreiteira Metalic Estruturas Metálicas que prestava serviços para a Dixie-Toga não pagou o seu aluguel - a produção de embalagens para fast food pode ficar prejudicada. No início do ano, há um aumento no consumo das redes desse segmento e consequentemente da produção de embalagens.


