Dixie Toga adia 4ª unidade
A diretoria da Dixie Toga, maior empresa nacional no setor de embalagens, resolver adiar sua decisão de construir a 4ª unidade do grupo em Londrina por causa da desvalorização cambial. O presidente da empresa, Walter Schalka, revelou que a companhia analisará as políticas econômicas adotadas pelo governo brasileiro nos próximos 60 dias antes de resolver se leva o projeto adiante ou não. O anúncio da construção da nova fábrica foi feito há um mês.
Mas a queda de 10% nas vendas do grupo desde a desvalorização do real nos forçou a reavaliar o projeto. O nível de câmbio atual não justifica investimentos a longo prazo, afirmou Schalka, que reclama que a desvalorização do real foi um balde de água fria no ritmo de crescimento da empresa. Todas as máquinas da Dixie Toga são importadas e aumentaram de preço com a alta da moeda americana.
Para o presidente da Dixie, o dólar teria que estar entre R$ 1,50 e R$ 1,60. Além da cotação do dólar, outra varíavel que está sendo analisada pela empresa é o consumo interno no País. O governo deveria dar liquidez ao mercado de câmbio para impedir a volta da inflação. Se isso ocorrer, haverá perda de poder aquisitivo da população, ocasionando queda nas vendas, geração de menos impostos e, consequentemente, aumento do déficit público, afirmou Schalka.
Ele disse que, embora seja sólida, a empresa está preocupada com a queda de vendas no mercado interno. Para tentar compensar, decidimos reforçar nossa política de exportação, revelou. Atualmente, a Dixie Toga exporta menos de 5% de sua produção. A expectativa do grupo é elevar este número para 10% até o final deste ano. Se o dólar ficasse a R$ 1,50, o País voltaria a seu ritmo normal.
Caso a Dixie Toga confirme a instalação da 4ª fábrica em Londrina, a unidade deverá ser construída até o final do ano no mesmo terreno onde já estão instaladas as três indústrias do grupo, na Cidade Industrial, zona norte. Com investimentos de US$ 9 milhões, a nova fábrica irá produzir filmes (em sete camadas) para embalar queijos e carnes, gerando 50 empregos diretos. Esta é uma tecnologia inédita no Brasil, segundo Schalka.
O diretor da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Paulo Bombassaro, disse que, até agora, os empresários com projetos que estão sendo analisados pela Codel não comunicaram nenhum adiamento nos planos de investir na cidade por conta da desvalorização da moeda. Mais de 20 projetos de instalação de indústrias tramitam na Companhia.Arquivo FolhaDucha friaWalter Schalka, presidente da Dixie, diz que vai analisar políticas econômicas do governo nos próximos 60 dias: Disparada do dólar estancou crescimentoCláudia Lopes





