Dixie marca data para definir unidades
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sábado, 08 de março de 1997
Maria Cristina Pfau Sucursal de São Paulo 
A Dixie Toga, empresa líder no setor de embalagens, deve definir dentro de duas semanas a localização de suas duas novas fábricas nas regiões Sul e Sudeste. Uma delas produzirá embalagens flexíveis e a outra, produtos para as redes de fast food - como pratos, copos, talheres. Juntas, as duas unidades representarão investimentos de US$ 20 milhões a US$ 25 milhões, devendo gerar 300 empregos.
Estão sendo analisadas propostas do Paraná, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Se o Estado escolhido for o Paraná, a localização da fábrica será decidida entre Curitiba e o Norte do Estado, informa Sérgio Haberfeld, presidente da empresa, que elogiou a imparcialidade do governador Jaime Lerner e do prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi.
Se há um Estado onde prefeito e governador trabalham coordenados é o Paraná, diz Haberfeld. Eles estão oferecendo condições melhores para o Norte do Paraná do que para Curitiba. Fiquei extremamente impressionado com a forma como o prefeito de Curitiba vende o Paraná.
Haberfeld foi bastante objetivo sobre os fatores que irão contar na decisão da empresa: Incentivos de ICMS e na construção da fábrica, custo e qualificação da mão-de-obra. A empresa projeta concluir as novas unidades em 15 meses.
Todo os estados que disputam as unidades da Dixie Toga estão oferecendo incentivos, segundo o empresário. Quanto ao Paraná, um ponto que estaria a seu favor, segundo Haberfeld, é justamente a qualidade de seu governo.
A empresa também está decidindo a localização de duas outras unidades no Nordeste, estas representando um investimento de US$ 10 milhões a US$ 15 milhões, devendo gerar 100 empregos e também fabricando plásticos flexíveis e produtos para fast food. Neste caso, a disputa está entre os estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Impressora ParanaenseA Dixie Toga está transferindo para o Paraná as atividades da subsidiária paulista da Impressora Paranaense, que adquiriu no início deste ano, da família Schrappe. Fundada em 1888, é a mais antiga e maior gráfica brasileira, segundo Haberfeld. Ela imprime em off set, processo ideal para quantidades menores, enquanto a Dixie Toga utiliza o processo de rotogravuras, para grandes quantidades.
Fazemos 45 milhões de caixas por mês do sabão em pó Omo, mas não tínhamos preço para 500 mil caixas de chocolate Lacta, por exemplo. Com a compra da Impressora Paranaense, nosso processo industrial ficou completo. Agora somos a maior firma de embalagens da América do Sul e estamos com todos os processos.
A Unidade da Impressora Paranaense em Santo Amaro, na Capital paulista, está em processo de fechamento e transferência das atividades para Curitiba, onde já trabalham 350 pessoas e serão empregadas mais 50. Os empregos da unidade paulista que serão extintos também estão por volta de 350.
Em 1996, a Impressora Paranaense faturou US$ 65 milhões: US$ 40 milhões no Paraná e US$ 25 milhões em São Paulo. É este último valor de produção que está sendo transferido ao Paraná, explica o empresário.
A Dixie Toga possui atualmente 2.200 empregados, tendo faturado US$ 350 milhões em 1996. O crescimento dos últimos anos se explica parte por sua política de fusões e aquisições, parte porque a empresa é beneficiária do aumento de consumo de alimentos e produtos de higiene e limpeza decorrente do Plano Real.
Nos últimos anos, o mercado de embalagens tem crescido a taxas que são o dobro da variação do Produto Interno Bruto. Em 1996, enquanto o PIB subiu 3%, todas as áreas de embalagens tiveram variação positiva de 5% a 6%.


