Dixie já opera em escala industrial
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 09 de março de 1998
Cláudia Lopes 
Josué de Carvalho
A fábrica e o produtoO prefeito Antonio Belinati com vereadores durante visita ontem à fábrica da Dixie Toga em Londrina. Na foto inferior, Belinati mostra embalagem que foi produzida na unidade de flexografia
Uma das três máquinas da unidade de flexografia da Dixie Toga, em Londrina, deixou a fase de testes ontem, passando à operação industrial. Ontem à tarde, a máquina que faz a impressão de embalagens flexíveis usando um cilindro de borracha produzia industrialmente embalagens do macarrão Santa Amália. Os outros dois equipamentos instalados na unidade - uma impressora/laminadora e uma laminadora - ainda estão em fase de teste. As unidades de flexografia e de food service devem entrar em operação total até o final deste mês.
Em setembro deste ano, está previsto o início do funcionamento da terceira unidade da Dixie Toga em Londrina, que produzirá embalagens flexíveis em rotogravura. Neste tipo de tecnologia, ao invés do cilindro de borracha é usado um cilindro de aço para fazer a impressão das embalagens.
O prefeito Antonio Belinati protocolou ontem, na Câmara de Vereadores, projeto de lei propondo a doação de um terreno de 60 mil metros, na Cidade Industrial (zona norte) para a construção da terceira fábrica da empresa. O projeto de lei deve ser votado daqui no máximo 15 dias. A área já foi desapropriada pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) - por R$ 152 mil. Alex Canziani, presidente da Codel e vice-prefeito, acredita que esta desapropriação também deverá ser discutida judicialmente, a exemplo das desapropriações do terreno de 90 mil metros quadrados doado inicialmente à Dixie e da área de 172 mil metros quadrados doada à Beta-Sul.
Belinati, o vice-prefeito Canziani e 16 vereadores visitaram as instalações da Dixie Toga em Londrina ontem à tarde. O prefeito quer rapidez na votação do projeto de lei que prevê a doação da nova área para a Dixie - tanto que protocolou o projeto pessoalmente. A empresa já importou os equipamentos para a unidade de rotogravura. Com investimentos de R$ 70 milhões, serão gerados cerca de 600 empregos diretos na nova fábrica, enfatiza.
A Dixie Toga deve investir R$ 125 milhões nas três unidades, empregando cerca de mil funcionários. A Beta-Sul também irá investir R$ 10 milhões na ampliação de sua indústria, que deve entrar em operação a partir de setembro deste ano. O projeto inicial previa a construção de uma área de 33 mil metros quadrados. Agora, serão 38 mil metros quadrados de área construída. A metalúrgica Beta-Sul deve gerar 1,2 mil empregos diretos. Somando as vagas geradas pelas prestadoras de serviço, devemos ter 2.750 novos empregos diretos e indiretos em Londrina, diz o prefeito.
Na semana passada, o governo do Estado confirmou à empresa de embalagens Dixie Toga os mesmos incentivos fiscais que foram dados às suas outras duas unidades em Londrina. O governo garantiu à Dixie o mesmo prazo para o recolhimento do ICMS oferecidas para as unidades de flexografia e de food service: quatro anos prorrogáveis por mais quatro. A divisão de flexografia vai produzir embalagens para grandes multinacionais como Kibon, Elma Chips e Lacta. A de food service fabricará produtos como copos e pratos descartáveis para suprir redes como McDonalds.


