A Dixie Toga inaugura hoje, às 11h30, as suas duas primeiras unidades em Londrina, a de flexografia e de food service, que fazem parte do mais moderno complexo industrial do setor de embalagens da América do Sul. A empresa oficializa o início de operação das unidades, que já funcionam desde março e maio, respectivamente.
A previsão de faturamento do grupo neste ano é de R$ 500 milhões a R$ 530 milhões. Quando estiver com as três unidades consolidadas na cidade - a terceira tem inauguração prevista para janeiro de 99 - o complexo londrinense será responsável por 40% do faturamento do grupo, ou seja, R$ 200 milhões/ano.
A solenidade de hoje contará com as presenças do governador Jaime Lerner, dos empresários Roberto Klabin e Sérgio Haberfeld, membros do Conselho de Administração da Dixie Toga, e de Walter Schalka, presidente da empresa. A Dixie fretou um avião para trazer executivos e jornalistas de São Paulo para o evento. Klabin e Schalka concederam coletiva para a imprensa ontem à noite.
Com investimentos de R$ 50 milhões, a empresa deve incrementar seu faturamento em 10% no terceiro trimestre, quando as duas novas unidades já estarão operando com capacidade total. A Dixie registrou faturamento de R$ 115 milhões no primeiro trimestre deste ano. A unidade de flexíveis terá produção mensal de 700 toneladas/mês e a de descartáveis, de mil toneladas/mês. Na unidade de São Paulo, que está sendo desativada, eram fabricados 450 toneladas de descartáveis.
Criada em 1995 através da junção das empresas Dixie Lalekla e Toga, o grupo é hoje o maior fabricante de embalagens da América do Sul. A instalação do novo complexo na Cidade Industrial de Londrina faz parte da estratégia de ampliação dos negócios nos países do Mercosul. No ano passado, o faturamento da Dixie Toga foi de R$ 350 milhões, segundo Walter Schalka.
A divisão de flexíveis produzirá embalagens para grandes multinacionais como Kibon, Elma Chips e Lacta. A unidade de food service vai fabricar produtos descartáveis - copos e pratos, entre 22 itens - para suprir redes como McDonald’s. A empresa é a única fornecedora da rede americana no Brasil. A produção londrinense atenderá, inicialmente, apenas ao mercado interno. Atualmente, 10% da produção do grupo é exportada.
Nas duas unidades, já trabalham 407 funcionários, sendo que 18 vieram de São Paulo. Em janeiro do próximo ano, quando deve ser inaugurada a unidade de rotogravura, a empresa deve gerar mil empregos diretos. O investimento total do grupo em Londrina é de R$ 125 milhões - nas três unidades. Além do novo complexo, a empresa possui fábricas na Argentina, Cambé, Curitiba, Votorantim e São Paulo. Segundo Roberto Klabin, os donos do grupo não participam da gestão, e formam um conselho responsável por buscar negócios e desenvolver novas alianças.
Em fevereiro deste ano, a Dixie Toga associou-se ao maior grupo de embalagens flexíveis dos Estados Unidos, o Bemis. O grupo americano comprou 33% de participação da divisão de embalagens de flexíveis. Por isso, a terceira unidade irá chamar-se Itap-Bemis, fábrica que irá produzir embalagens flexíveis pelo sistema de rotogravura para empresas como Tostines e Nestlé.
A Itap Bemis negocia com fornecedores de tintas a instalação de uma fábrica na mesma área para suprir as necessidades das unidades de flexografia e de rotogravura. As negociações estão em fase final. Com investimentos de cerca de R$ 7 milhões, a fábrica de tintas deve entrar em operação ainda neste ano, devendo gerar cerca de 50 empregos.

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