Divulgação de dados da correção do FGTS é adiado pela Caixa
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de novembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Somente a partir do dia 17 começam a ser divulgadas, pela Caixa Econômica Federal, as informações sobre o número de pessoas que têm direito a correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o total de bilhões de reais que isso representa. Na reunião realizada ontem entre as centrais sindicais e técnicos da Caixa as principais perguntas não foram respondidas, ficando apenas a promessa de que no máximo até o fim do mês todos esses dados serão anunciados.
Para Luiz Fernando Emediato, da Força Sindical, o encontro foi positivo por ter mostrado que a Caixa Econômica não vai colocar qualquer dificuldade na divulgação das informações. O problema é que até levantarem todas as contas, ainda vai demorar bastante.
Faltam propostas Em Brasília, o ministro do Trabalho e do Emprego, Francisco Dornelles, se reuniu ontem com os presidentes das confederações nacionais dos Transportes, da Indústria, do Comércio e das Instituições Financeiras para discutir a possibilidade de pagar a correção de 68,9% das contas do FGTS sem aporte de recursos públicos. Da mesma forma que os trabalhadores, os representantes patronais não apresentaram proposta e deixaram o gabinete do ministro somente com a promessa de que todas as informações sobre o fundo serão repassadas por meio do Conselho Curador do FGTS.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, defendeu a posição do governo de que a correção das contas tem de ser feita sem a participação do Tesouro Nacional. É absolutamente necessário manter o ajuste fiscal que tanto sacrifício causa à população, disse. Não se pode criar uma despesa sem uma fonte segura de receitas.
Antônio Bornia, presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), afirmou que ainda não tem sequer uma idéia de como equacionar esse problema.


