Para fugir do risco de apostar errado em uma das novas empresas que vão surgir da separação da Telebrás, muitos investidores estão procurando as chamadas ‘‘units’’. A ‘‘unit’’ representará a totalidade da Telebrás mesmo depois da separação em 12 holdings. A experiência histórica mostra que essa pode ser a melhor alternativa.
A separação da Telebrás em 12 holdings tem maior complexidade do que a divisão da AT&T. Mas a comparação entre as operações é curiosa.
O ‘‘split’’ da AT&T deu origem a oito empresas. Um investidor com 100 ações da velha AT&T ficou com 100 ações da nova AT&T e 10 ações de cada uma das sete baby bells, as nova companhias regionais criadas após a separação. Entre o final de 1983, quando a divisão ocorreu, e o final de outubro de 1984, o retorno da totalidade das ações da nova AT&T e das baby bells foi de 18,8%, incluindo o reinvestimento de dividendos. No mesmo período, o S&P 500 rendeu 6,2%.
A quebra do monopólio da AT&T é um dos mais famosos casos da aplicação da lei antitruste nos EUA. O episódio começou ainda no final dos anos 40, quando começa a primeira ação do governo contra a empresa, encerrada em 1956. Em 1974, a MCI, concorrente da AT&T e o próprio governo dos EUA entram novamente com ação contra a empresa.

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