Divisão da Telebrás é complexa
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de julho de 1998
Agência Estado 
Para fugir do risco de apostar errado em uma das novas empresas que vão surgir da separação da Telebrás, muitos investidores estão procurando as chamadas units. A unit representará a totalidade da Telebrás mesmo depois da separação em 12 holdings. A experiência histórica mostra que essa pode ser a melhor alternativa.
A separação da Telebrás em 12 holdings tem maior complexidade do que a divisão da AT&T. Mas a comparação entre as operações é curiosa.
O split da AT&T deu origem a oito empresas. Um investidor com 100 ações da velha AT&T ficou com 100 ações da nova AT&T e 10 ações de cada uma das sete baby bells, as nova companhias regionais criadas após a separação. Entre o final de 1983, quando a divisão ocorreu, e o final de outubro de 1984, o retorno da totalidade das ações da nova AT&T e das baby bells foi de 18,8%, incluindo o reinvestimento de dividendos. No mesmo período, o S&P 500 rendeu 6,2%.
A quebra do monopólio da AT&T é um dos mais famosos casos da aplicação da lei antitruste nos EUA. O episódio começou ainda no final dos anos 40, quando começa a primeira ação do governo contra a empresa, encerrada em 1956. Em 1974, a MCI, concorrente da AT&T e o próprio governo dos EUA entram novamente com ação contra a empresa.


