As aduanas brasileiras em Guaíra e Mundo Novo (MS), na fronteira com o Paraguai, ainda não têm barreiras para impedir a entrada do vírus da febre aftosa no Brasil. Centenas de veículos cruzam diariamente a fronteira com o Paraguai sem passar por sistema de desinfecção. Fiscais da Defesa Sanitária Animal (DAS) do Paraná e Mato Grosso do Sul vigiam apenas a documentação das cargas e o transporte de animais, que está proibido.
Cerca de mil veículos cruzam diariamente a ponte Airton Senna, entre Guaíra e Mundo Novo. A rodovia dá acesso a Salto Del Guaíra, um centro de compras no Paraguai. Também é possível cruzar a fronteira utilizando a balsa entre Guaíra e Salto. Na aduana sul-matogrossense, entre Mundo Novo e Salto, apenas dois funcionários do Ministério da Agricultura estariam fiscalizando o tráfego de animais. Além do transporte de cargas e do turismo, a rodovia também é muito utilizada por brasileiros que possuem fazendas no interior do Paraguai.
O Ministério da Agricultura em Curitiba encarregou as prefeituras de construir o rodilúvio - passarela onde é colocada uma solução de água e iodo para desinfetar os pneus dos veículos - nas aduanas. O Ministério da Agricultura se encarregaria de fornecer a solução desinfetante. O secretário municipal de agricultura de Guaíra, Kasumi Tanigushi, disse ontem que o prefeito Manoel Kuba (PTB) estava em Brasília para ôtentar resolver o problema#.Ele não quis dar detalhes sobre o assunto.
O escritório da Secretaria da Agricultura (Seab) em Guaíra está sem chefe. Funcionários da Seab disseram que até a semana passada a DSA estava pulverizando os veículos que chegavam do Paraguai e de Mato Grosso do Sul. Entretanto, a máquina teria quebrado e sido enviada para Cascavel para conserto.

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