São Paulo – Um dos elementos usados por analistas para tentar responder à dúvida sobre vender ou manter ações da Petrobras diante da queda nas cotações é a relação entre o preço investido na ação e o dividendo que a empresa paga. A lógica é saber se vale, ao acionista, segurar o papel de olho nos proventos que a companhia tradicionalmente distribui.
Segundo os cálculos de Rafael Paschoarelli, da Comdinheiro, a relação ficou mais positiva neste ano. O retorno sobre dividendo subiu de 3,8% no ano passado para quase 6% em abril, quando a Petrobras pagou dividendos e juros sobre capital próprio. Porém, ele alerta que a relação acabou mais vantajosa não porque os proventos subiram, mas porque os preços dos papéis caíram. Assim, quem comprou ação da Petrobras neste ano leva vantagem em relação a quem está com os papéis na carteira há mais tempo.
Uma das maneiras que o investidor mais antigo da Petrobras tem de melhorar essa relação é baixar o preço médio do investimento. Se comprou quando o papel estava a R$ 50 (em 2008), pode baixar a relação ao comprar mais pelo preço atual, o que fará com que, na média, o valor investido fique menor e o retorno proporcionado pelo dividendo, maior.
O consultor de finanças pessoais Mauro Calil sugere uma alternativa para quem quer baixar o preço médio sem aumentar gastos. A venda de opções de ações de Petrobras no mercado futuro a valor mais alto do que o de hoje permite que se receba um valor, chamado de prêmio, para realizar a operação de venda de opção.

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