Curitiba – O Paraná tem 35 mil agricultores com dívidas no valor total de R$ 670 milhões junto ao Banco do Brasil (BB). De acordo com o gerente de mercado de agronegócio do banco, Sérgio Mantovani, todos estes contratos são referentes a safra 2004/2005 e tiveram o pagamento prorrogado, ou seja, repactuado.
  Segundo Mantovani, 13.500 contratos no valor de R$ 540 milhões referentes a empréstimos para custeio foram prorrogados para pagamento em até cinco anos. A primeira parcela que venceria neste ano teve o pagamento adiado para 12 meses após vencimento da última parcela.
  As dívidas de investimento que vencem em 2006, tiveram o mesmo tratamento e somam 23 mil contratos no valor de R$ 220 milhões. Para a safra 2005/2006, o Banco do Brasil já financiou R$ 3,7 bilhões através de 200 mil contratos. Segundo ele, esses dados são referentes até 30 de abril.
  As dívidas de custeio são pagas 60 dias após o término da colheita em até cinco parcelas. As de investimento, geralmente, têm parcela única anual e o agricultor tem de cinco a oito anos para pagar. O banco também já começou a liberar recursos para a safra 2006/2007. ‘‘Com as medidas anunciadas pelo governo federal, o Banco do Brasil, está tomando as medidas para regularizar a situação dos agricultores‘‘, disse.
  
Câmbio - O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, disse ontem que a desvalorização de 45% do valor do dólar em relação ao real, ocorrida nos dois últimos anos, ‘‘está na raiz da pior crise recente da agricultura brasileira’’. Segundo ele, a situação se agrava com a elevada taxa de juros do mercado e o aumento dos custos de produção. O governador participou de um seminário no Senado Federal, que reuniu governadores de dez estados brasileiros com forte participação da produção agrícola na economia.
  O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, afirmou, no encontro, que o governo ‘‘tem clareza’’ das necessidades da agricultura e deve anunciar novas medidas de apoio à produção da safra 2006/2007. (A.B. com agências)

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