Dívidas em eurobônus da Copel vencem em 2002
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2001
Vânia Casado<br>De Curitiba 
As empresas subsidiárias da Companhia Paranaense de Energia (Copel) avalizaram as garantias dadas pelos eurobônus, tomados como empréstimo pela estatal desde 1997. Parte dos empréstimos, que somam US$ 150 milhões, começam a vencer em maio de 2002 e os investidores que compraram os eurobônus exigiram a assinatura de todas as subsidiárias, numa operação chamada de ''rerratificação'' das garantias.
A informação dessa operação consta em edital sobre a reunião extraordinária do Conselho de Administração da Copelpar (nome da Copel antes de sua subdivisão). A reunião aconteceu em 11 de outubro e o edital foi divulgado anteontem pela imprensa. O empréstimo foi feito pelo prazo de oito anos, com a cláusula de que no quinto ano, os bancos credores podem começar a fazer a chamada de capital.
Na época do empréstimo, em 1997, somente a matriz Copel assinou a captação dos eurobônus. O empréstimo deverá ser quitado em ''cash'', com correção de 9,75% ao ano, considerada uma taxa de juro elevada para o mercado internacional. Naquele ano, a Copel ainda não havia sido subdividida em cinco subsidiárias, como hoje: Copel Geração, Copel Distribuição, Copel Transmissão, Copel Telecomunicações e Copel Participações.
A operação foi feita com a intermediação do banco Santander, Salomon Brothers Internacional e Chase Manhattan de Luxemburgo, que captaram os recursos no mercado europeu. Com a divisão da empresa em cinco subsidiárias, os credores exigiram a assinatura dos responsáveis por todas as subsidiárias para os empréstimos. Sobre a captação de eurobônus, incidem ainda outras taxas de financiamentos como encargos acessórios pagas pela Copel.
Além desse empréstimo, o perfil da dívida da Copel no mercado externo foi elevado com a emissão de quase 30 bilhões de ações preferenciais na Bolsa de Nova York, que resultou na arrecadação de aproximadamente US$ 500 milhões. A justificativa é que os recursos foram captados para serem aplicados na construção da usina de Salto Caxias, inaugurada em 1998.
A operação teve como garantia o compromisso da Copel em pagar juros e dividendos aos acionistas. Se esse pagamento não ocorrer no prazo de três anos, as ações preferenciais passam a ser ações ordinárias, e os acionistas ganham o direito de opinar sobre os destinos da empresa.


