Dívidas e casa própria devem ser foco
A possibilidade de ganhar um prêmio de R$ 200 milhões mexe com a cabeça de qualquer apostador. No entanto, mesmo uma fortuna aparentemente infindável pode acabar se for mal administrada. O economista da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Antonio Zotarelli orienta: "A primeira coisa é liquidar todas as dívidas. Independente do valor que se receba, esta é sempre a primeira indicação. A partir daí, se não tiver casa própria deve-se adquirir, porque isso traz, inclusive, estabilidade emocional e familiar", defende.
Segundo o economista, o ideal é manter o mesmo padrão de vida anterior ao recebimento da fortuna, sem abrir mão do conforto, mas evitando certos luxos. "A pessoa pode pensar 'vou comprar uma mansão', aí precisa ter muitos empregados, muitos gastos, e essa fortuna pode se esfarelar em 10, 15 anos", explica.
Na opinião de Zotarelli, o ideal é que o novo milionário contrate um consultor e monte uma boa carteira de investimentos, avaliando quais as melhores oportunidades. "Pode ser imóvel, participação em empresas, poupança. Ter essa segurança pode viabilizar ajuda aos pais, irmãos, sem perder o controle do dinheiro", indica. Sobre a possibilidade de viver apenas dos juros gerados pela fortuna, o economista diz que essa é uma possibilidade que pede ainda mais cautela. "Se a fortuna render R$ 40 mil por dia, dificilmente a pessoa vai gastar isso, mas se não tiver controle pode corroer o capital", alerta. (C.F.)





