A alta dos juros básicos (Selic) em 1,5 ponto percentual – de 16,75% para 18,25% anuais –, promovida pelo Banco Central, deverá causar um gasto adicional de R$ 4,245 bilhões nos encargos da dívida pública, caso a taxa permaneça assim nos próximos 12 meses.
A alta dos juros tem impacto direto sobre os títulos do governo que pagam ao investidor remuneração pós-fixada pela taxa Selic.
Com o quarto aperto neste ano, sobe para R$ 8,450 bilhões os gastos adicionais com juros da dívida pública provocados pelas recentes decisões do Copom (Comitê de Política Monetária). O Copom impôs um viés de baixa à taxa – o que significa que o presidente do BC, Armínio Fraga, poderá baixá-la, a seu exclusivo critério, sem esperar pela próxima reunião do Copom, em julho.
Mesmo que os juros não recuem, o microchoque poderá ter efeitos fiscais positivos, caso faça a taxa do dólar cair.
Ontem, a taxa média recuou 2,77%, na média das suas cotações medida pelo BC, beneficiando as dívidas do setor público vinculadas à moeda americana. Cada queda de 1% nessa taxa reduz em R$ 1,7 bilhão a dívida vinculada ao dólar. (AF)

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