Dívida pública tem aumento de títulos prefixados
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de abril de 2002
Agência Folha 
Brasília Pela primeira vez, desde março de 2001, a participação dos títulos prefixados na dívida pública aumentou. Entre fevereiro e março, essa participação passou de 7,5% para 9,07%, conforme dados divulgados ontem. A venda de títulos prefixados é mais interessante para o governo porque eles têm sua correção definida no momento da venda, o que facilita a administração do custo da dívida.
Também entre fevereiro e março, a dívida do governo federal caiu de R$ 631,64 bilhões para R$ 626,32 bilhões. O principal motivo da redução foi o resgate de R$ 10,1 bilhões em títulos que estavam vencendo. Outro motivo foi a valorização de 1,1% no real, já que parte da dívida é corrigida pela variação cambial.
Segundo o coordenador da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Paulo Valle, a melhora no cenário econômico interno e externo permitiu a recompra de títulos. Essa recompra já leva em conta a emissão de R$ 8,7 bilhões em prefixados. Ou seja, o governo aproveitou um grande vencimento de papéis pós-fixados (cuja correção acompanha a taxa básica de juros) para trocá-los por prefixados.
Mas Valle ressaltou que essa operação não deve se repetir nos próximos meses porque os vencimentos ao longo do ano estão concentrados nos próprios prefixados e em títulos cambiais. Portanto, a tendência da dívida em mercado neste ano é ser corrigida de acordo com o ritmo das taxas de juros, caso o câmbio não oscile muito.


