A dívida pública federal interna em poder do mercado somou R$ 606,18 bilhões no final do mês de agosto, segundo informações da nota da dívida pública federal interna, divulgada ontem pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central. Isso representa um aumento de 1,49% em relação ao mês de julho, quando a dívida totalizou R$ 597,28 bilhões. O coordenador-geral de Administração da Dívida Pública do Tesouro, Paulo Valle, explicou que o aumento da dívida se deve, basicamente, à variação cambial de 4,95% verificada no mês passado.
A alta do dólar registrada do final de dezembro de 2000 a 17 de setembro deste ano, de 36,54%, foi a responsável pelo incremento do estoque da dívida pública federal interna em poder do público em R$ 69,7 bilhões.
O chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto do Banco Central, Sérgio Goldenstein, explicou que, desse total, R$ 40,3 bilhões representam apenas o impacto da variação cambial no período. Outros R$ 27,1 bilhões são a soma das emissões líquidas de papéis cambiais que foram feitas no período. Outros R$ 2,3 bilhões correspondem ao pagamento de juros dos papéis cambiais no período.
Os bancos nacionais foram os maiores compradores de títulos públicos em agosto, adquirindo 60,55% do total ofertado. Segundo a nota, as instituições financeiras estrangeiras só tiveram maior participação na compra de títulos cambiais (NBC-E).

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