A Dívida Pública Federal (DPF) total apresentou, em novembro, um crescimento de R$ 26,976 bilhões, para R$ 1,833 trilhão, segundo informou há pouco o Tesouro Nacional. Entre outubro e novembro, a alta da DPF, que inclui a dívida externa e interna, foi de 1,49%. Esse crescimento foi decorrente de uma emissão líquida de títulos no valor de R$ 5,66 bilhões e do impacto da correção dos juros, de R$ 21,316 bilhão, no estoque de débitos. Enquanto a Dívida Pública Federal externa (DPFe) apresentou um aumento de 9,45% em novembro, ante outubro, a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve um avanço de 1,15%. A DPFe fechou novembro em R$ 80,93 bilhões, com uma expansão de R$ 6,988 bilhões. Já a DPMFi alcançou R$ 1,752 trilhão, com uma alta de R$ 19,988 bilhões.

No ano, a DPF já teve um incremento de R$ 139,501 bilhões, o equivalente a 8,23% de crescimento ante o fim de 2010. A DPMFi teve um avanço maior: R$ 148,673 bilhões, enquanto a DPFe caiu R$ 9,171 bilhões. O impacto dos juros no estoque da dívida ao longo dos 11 primeiros meses de 2011 foi R$ 191,450 bilhões. A dívida só não aumentou mais porque o Tesouro promoveu, ao longo do ano, resgates maiores do que as emissões, o que resultou em um resgate líquido de R$ 51,948 bilhões.

A parcela de títulos prefixados no total ainda está fora da meta fixada pelo Tesouro Nacional no Plano Anual de Financiamento de 2011 (PAF). Faltando apenas um mês para o final do ano, a parcela prefixada da DPF fechou novembro em 35,99%. A banda do PAF para esse indicador foi fixada entre 36% e 40%. Para os demais indicadores, os valores estão dentro das metas do PAF.

A parcela atrelada a índices de preços fechou novembro em 28,21%. A banda do PAF para esse tipo de papel é entre 26% e 29%. A participação de títulos corrigidos pela Selic na DPF alcançou 31,50% e a banda é entre 28% e 33%. A parcela corrigida pela taxa de câmbio fechou o mês de novembro em 4,30% e a banda é entre 4% e 6%.

Dívida interna

A dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) totalizou em novembro R$ 1,752 trilhão, o que representa um crescimento de 1,15% em relação a outubro (R$ 19,988 bilhões a mais que o saldo anterior). Segundo o Tesouro, a expansão se deve a uma emissão líquida no valor de R$ 3,38 bilhões e a apropriação de juros no valor de R$ 16,606 bilhões.

A parcela dos títulos da DPMFi com rendimento prefixado subiu para 36,97% em novembro ante 35,84% em outubro. Os papéis atrelados à Selic tiveram sua participação reduzida no total do estoque de 33,37% em outubro para 32,96% em novembro.

A fatia de títulos remunerados pela inflação caiu de 30,26% em outubro para 29,51% em setembro. A parcela dos títulos atrelada ao câmbio passou de 0,53% para 0,56% no mesmo período. O prazo médio da DPMFi ficou em 3,52 anos em novembro, o mesmo patamar do mês anterior. Já o custo médio da dívida acumulado em 12 meses caiu de 12,66% ao ano em outubro 12,60% ao ano em novembro. O volume de títulos da DPMFi a vencer em 12 meses caiu para 23,20% do estoque em novembro ante 24,21% em outubro.

A participação dos investidores estrangeiros caiu de 11,41% em outubro para 11,39% em novembro, totalizando R$ 199,68 bilhões. Em valores absolutos, houve um crescimento de R$ 2 bilhões em relação a outubro. Segundo o Tesouro, 81,1% dos títulos nas mãos de estrangeiros são de prefixados.

A participação das instituições financeiras no estoque de títulos do Tesouro subiu de 29,75% em outubro para 30,18% em novembro. Os fundos de investimento também elevaram seu estoque de 26,21% para 26,26% no período, segundo os dados divulgados há pouco pelo Tesouro. Os fundos de previdência reduziram a sua participação de 15,98% em outubro para 15,65% em novembro.

mockup