Dívida Pública federal fecha abril em R$ 2,052 tri
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terça-feira, 27 de maio de 2014
Laís Alegretti e Renata Veríssimo<br>Agência Estado 
Brasília - A Dívida Pública Federal (DPF) apresentou queda de 1,35% em abril ante março e atingiu R$ 2,052 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional ontem. O estoque da DPF em março era de R$ 2,080 trilhões. A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 19,557 bilhões. A DPF inclui a dívida interna e externa. Enquanto a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu 1,53% e fechou o mês em R$ 1,959 trilhão, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 2,65% maior, somando R$ 92,90 bilhões em abril.
A participação de investidores estrangeiros na DPMFi subiu de 18,15% do estoque em março para 18,79% em abril, totalizando R$ 368,25 bilhões. A fatia de estrangeiros na DPMFi em abril bateu novo recorde. O grupo Previdência apresentou uma alta na participação do estoque da DPMFi, passando de 17,10% em março para 17,42% no mês passado. As instituições financeiras diminuíram a participação no estoque de 29,24% em março para 27,93% em abril. A fatia nas mãos dos fundos de investimento caiu de 20,94% para 20,71%.
Custo Médio
O custo médio da Dívida Pública Federal nos últimos 12 meses subiu de 11,46% ao ano no período encerrado em março para 11,52% ao ano no período terminado em abril. O custo médio da DPMFi em 12 meses também subiu no mesmo período, de 11,03% para 11,13% ao ano, segundo dados do Tesouro Nacional.
O prazo médio da DPF subiu de 4,40 anos em março para 4,51 anos em abril. A parcela da DPF a vencer em 12 meses atingiu 24,98% do total do estoque no mês passado, ante 25,52% em março.
Composição
A participação dos títulos atrelados à Selic, à inflação e prefixados ficaram no mês de abril fora das metas estabelecidas para a DPF. A parcela de títulos atrelados à inflação subiu de 36,32% do total da DPF em março para 37,52% em abril, o que deixou o resultado fora da banda estabelecida pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), que varia de 33% a 37%.
A parcela de títulos atrelados à taxa Selic (taxa flutuante) subiu de 18,59% em março para 19,43% do total da DPF em abril. O resultado também ficou acima da banda do PAF, que vai de 14% a 19%. A participação de títulos prefixados caiu de 40,85% para 38,66%, o que deixou o resultado abaixo da banda do PAF, que vai de 40% a 44%.
O total de papéis corrigidos pela taxa de câmbio subiu de 4,24% para 1,39% do total da DPF. Foi o único que permaneceu dentro da meta, cuja banda vai de 3% a 5%.


