A dívida pública federal interna somou R$ 536,48 bilhões em março, o que representa um aumento de 3,41% em relação ao patamar verificado no final de fevereiro (R$ 518,79 bilhões). Segundo o coordenador-geral de administração da dívida pública do Tesouro Nacional, Paulo Valle, a desvalorização cambial de 5,7% verificada no mês passado foi o principal fator para a elevação da dívida pública no mês.
Somente a variação cambial resultou no aumento de R$ 6,8 bilhões na dívida pública. Além disso, ele lembrou que o Banco Central realizou uma emissão líquida de R$ 2,4 bilhões para dar ‘‘hedge’’ (proteção) ao mercado.
Outro fator que contribuiu para o crescimento da dívida foi a emissão líquida de R$ 2,5 bilhões em LTN (Letras do Tesouro Nacional).
Pela primeira vez desde dezembro de 1999, as instituições financeiras estrangeiras foram as maiores compradoras de títulos públicos em março, respondendo por 52,09% do total de papéis vendidos. Isso ocorreu porque a emissão de títulos cambiais foi superior à colocação do restante dos papéis.
No mês passado, as instituições estrangeiras adquiriram 70,72% dos R$ 7,278 bilhões de títulos cambiais emitidos.
O volume de títulos federais em poder do público com vencimento previsto dentro de 12 meses aumentou de 37,22% em fevereiro para 39,53% em março. De acordo com Valle, essa queda se deve, entretanto, ao fato de que o mês de março deste ano (que possui vencimentos baixos) saiu do período de cálculo e, em seu lugar, entrou março do ano que vem – que possui vencimentos maiores.

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