São Paulo - A dívida pública brasileira deve se reduzir a menos de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2013, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em evento de lançamento do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento).
Em apresentação, o ministro classificou o PAC como programa sustentável e expôs a previsão de redução de 1,5% para o deficit nominal em 2010. A expectativa é de uma trajetória de queda nos próximos anos, com a quase neutralização em 2012 (-0,3%) e superavit a partir de 2013.
Segundo Mantega, a redução de deficit e a previsão de superavit vão garantir a diminuição do endividamento público. A previsão da Fazenda é que a trajetória leve a dívida a menos de 30% do PIB em 2013, um dos menores patamares mundiais, segundo Mantega.
Mantega insistiu na manutenção do regime de metas de inflação e de câmbio flexível. Os dois, segundo ele, servirão como pilares de sustentação do PAC 2. ''Inflação continuará sendo um dos principais elementos da política econômica brasileira'', disse.
O ministro aproveitou o evento para anunciar a prorrogação até o final do ano para a contratação do programa de financiamento com taxas de juros mais baixas do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), o Programa de Sustentação de Investimento (PSI).
O programa, que oferece linhas com taxas reduzidas e terminaria em junho, será estendido, com acréscimo de um ponto percentual, sendo mantida para o programa Pró-Caminhoneiro e para a área de inovação em 4,5% ao ano.
O PSI tem taxas mínimas de 4,5% ao ano (passarão a 5,5%) e uma segunda linha de 7,5% (passará a 8,5%). O montante total para a linha é de R$ 80 bilhões.

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