Dívida pública cresceu 2,26% no mês de abril
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quarta-feira, 23 de maio de 2001
Agência Folha De Brasília 
A dívida pública federal interna em poder do mercado somou R$ 548,59 bilhões no final do mês de abril, informaram ontem o Banco Central e a Secretaria do Tesouro Nacional. Isso representa um aumento de 2,26% em relação ao mês de março, quando a dívida totalizou R$ 536,48 bilhões.
O coordenador-geral de Administração da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Paulo Valle, explicou que o aumento da dívida se deve, basicamente, à desvalorização cambial de 3,8% verificada no mês passado.
O total de títulos públicos que venceram no mês de abril foi de R$ 14 bilhões, enquanto que a emissão de títulos realizada no período foi de R$ 13,8 bilhões, o que resultou num resgate líquido de R$ 170 milhões. No período, os títulos prefixados somaram 12,39% do total emitido, contra 14,07% em março. Essa queda ocorreu porque não foram emitidas LTNs (Letras do Tesouro Nacional) no mês passado, o que resultou no resgate líquido de R$ 8,3 bilhões neste tipo de papel.
Com relação às LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), papéis atrelados à variação da taxa Selic, a participação no total da dívida aumentou de 50,14% em março para 50,76% em abril. Foi realizada uma emissão líquida (maior volume de emissão do que de vencimentos) de R$ 7 bilhões no mês passado.
Já os papéis cambiais (Notas do Banco Central Série Especial), a participação passou para 24,78% em abril, contra 24,07% em março. No mês passado foi realizada a emissão líquida de R$ 2,1 bilhões neste tipo de papel para dar hedge (proteção) ao mercado financeiro.
Os bancos nacionais voltaram a ser os maiores compradores de títulos públicos no mês de abril. De acordo com a nota sobre o comportamento da dívida, as instituições financeiras com sede no País adquiriram 64,63% das ofertas primárias de títulos públicos. Em março, os bancos nacionais adquiriram 47,91% do total de títulos ofertados.
Os bancos nacionais compraram 80,80% das LTNs emitidas. Eles compraram também 95,66% das NTNs ofertadas.
Já as instituições financeiras estrangeiras, como é de costume, continuaram sendo as maiores compradoras de papéis cambiais. Estes bancos compraram 62,35% dos títulos emitidos no mês passado.
O volume de títulos públicos com vencimento em 12 meses caiu para 38,67% do total do estoque em abril, contra 39,53% em março.


