Dívida líquida do setor público vai a 54,8% do PIB
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terça-feira, 30 de outubro de 2001
Das Agências<br> De Brasília 
A dívida líquida do setor público aumentou para R$ 671,931 bilhões (54,8% do PIB) em setembro, contra os R$ 658,284 bilhões (53,9% do PIB) atingidos em agosto deste ano. Do total da dívida líquida do setor público ao fim de setembro, R$ 418,457 bilhões (34,2% do PIB) referem-se à dívida do governo federal e do Banco Central; R$ 199,095 bilhões (16,2% do PIB), à dívida dos governos estaduais; R$ 26,107 bilhões (2,1% do PIB), aos débitos dos governos municipais; e R$ 28,271 bilhões (2,3% do PIB), das empresas estatais.
Já a dívida mobiliária federal (em títulos) fora do Banco Central totalizou R$ 629,090 bilhões (51,3% do PIB) em setembro, com elevação de 3,4% em relação a agosto deste ano, quando totalizou R$ 606,176 bilhões (49,7% do PIB).
Do total da dívida mobiliária registrada no mês de setembro, R$ 156,961 bilhões são títulos de responsabilidade do Banco Central e R$ 472,129 bilhões do Tesouro Nacional.
As contas fiscais consolidadas do setor público (incluem Estados, municípios e empresas estatais) apresentaram superávit primário (não inclui os gastos com juros) de R$ 4,397 bilhões (4,48% do PIB) em setembro. Esse superávit é maior do que o registrado em agosto, que foi de R$ 3,679 bilhões (3,57% do PIB). No acumulado de janeiro a setembro, houve um superávit primário de R$ 41,208 bilhões, o que corresponde a 4,73% do PIB.
Esse valor já supera a meta acertada com o Fundo Monetário Internacional para o superávit primário de todo ano de 2001, que é de R$ 40,2 bilhões. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, afirmou que a dívida líquida do setor público deverá fechar o ano em um valor equivalente a 56% do PIB.
No saldo positivo de setembro, o Governo Central (Previdência, Banco Central, Tesouro Nacional e estatais federais) contribuiu com um resultado de R$ 3,418 bilhões (3,48% do PIB) e os governos regionais com um superávit de R$ 980 milhões (1% do PIB).
As empresas estatais federais, que estão dentro do Governo Central, registraram superávit primário de R$ 1,465 bilhão (1,49% do PIB) no mês passado. Dentro do ''item' governos regionais, os Estados registraram um superávit primário de R$ 380 milhões (0,39% do PIB) em setembro; os municípios apresentaram um resultado positivo de R$ 202 milhões (0,21% do PIB); as estatais estaduais, de R$ 367 milhões (0,37% do PIB) e as estatais municipais, de R$ 31 milhões (0,03% do PIB).


