Brasília - A dívida líquida do setor público consolidado aumentou para R$ 750,258 bilhões (58,6% do PIB, Produto Interno Bruto) em junho, contra os R$ 708,454 bilhões (55,9% do PIB) atingidos em maio.
Esse saldo extrapola a meta indicativa para a trajetória da dívida, que consta do acordo do Brasil com o FMI (Fundo Monetário Internacional). A meta indicativa previa que a dívida pública chegaria ao final de junho em R$ 725,079 bilhões.
O fato de ter estourado a meta, no entanto, não traz ao país nenhum prejuízo no relacionamento com o Fundo porque as metas da dívida são apenas indicativas, servindo de parâmetro para outros indicadores - diferentemente das metas de superávit primário, que são critérios de desempenho que devem ser cumpridos para que o país possa realizar os saques junto ao FMI.
Essa elevação no estoque deveu-se, principalmente, ao impacto da variação cambial sobre a dívida mobiliária (em títulos) interna indexada ao dólar. Somente esse fator foi responsável por uma elevação dívida em R$ 23,3 bilhões. Além disso, o impacto da variação cambial sobre a dívida externa representou um aumento de mais R$ 18 bilhões.
Do total da dívida líquida do setor público no fim de junho, R$ 488,730 bilhões (38,2% do PIB) referem-se à dívida do governo federal; R$ 213,102 bilhões (16,6% do PIB) à dívida dos governos estaduais; R$ 27,559 bilhões (2,2% do PIB) aos débitos dos governos municipais; e R$ 27,775 bilhões (2,2% do PIB) das empresas estatais. O Banco Central tem créditos a receber no valor de R$ 6,909 bilhões (0,5% do PIB).
Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central.

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