Mesmo com o elevado superávit primário obtido no primeiro semestre, a dívida pública registrou forte alta no período. Em dezembro de 2000, o endividamento do governo representava 49,3% do PIB. No mês passado, essa proporção ficou em 51,3%.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, afirma que a alta foi causada, principalmente, pela alta de 17,9% registrada pelo dólar entre janeiro e junho. Isso acontece porque, além da dívida externa ser calculada em moeda estrangeira, cerca de 25% da dívida interna está atrelada ao câmbio.
No mês passado, o dólar registrou uma queda de 2,3%. Isso fez com que o setor público registrasse um superávit nominal (superávit primário menos gastos com juros) de R$ 461 milhões. Desde março de 2000 o país não conseguia um resultado nominal positivo.
A valorização do real também fez com que a relação entre a dívida e o PIB caísse de 51,8% para 51,3%. Lopes diz, porém, que esse movimento não deve continuar a se repetir no curto prazo, já que o dólar voltou a subir e, neste mês, já acumula valorização de 4,9%. A relação entre a dívida pública e o PIB é um dos indicadores que mostram a capacidade do país de pagar em dia suas obrigações.

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