A Faep está orientando os produtores rurais que não peçam a prorrogação das dívidas securitizadas ou recálculo dos débitos se não tiverem absoluta certeza do questionamento. A entidade recomenda o pagamento no período previsto e se o produtor tem dúvidas sobre o seu débito entra com pedido antes do dia 31 de Outubro quando vence o pagamento da primeira parcela mesmo que a sua avaliação ultrapasse o prazo recomendado.
Isso porque os bancos já avisaram que serão rigorosos na avaliação da capacidade de pagamento e se ficar comprovado que o produtor teve frustração de safra em uma cultura mas foi bem sucedido em outras e tem capacidade de pagamento das dívidas, ele será cobrado. Inclusive os juros de mora do período que permanecer inadimplente após o dia 31 de Outubro.
Pelo menos essa é a interpretação da resolução 2433 do dia 16 de Outubro que permite a prorrogação ou recálculo das dívidas, desde que caso a caso, afirmou Jorge Proença, da Faep. Segundo ele, os bancos têm um período muito curto, cerca de 15 dias, para avaliação dos pedidos e certamente esse estudo vai ultrapassar o período regulamentado. O temor da Faep é que ultrapassado o prazo legal o produtor que fez o pedido para revisão da dívida seja considerado inadimplente e tenha de acumular mais taxas de mora aos débitos já securitizados.
Para Proença o agricultor não deve correr esse risco. Os bancos vão fazer a análise de todas as atividades na propriedade e mesclar lucros e perdas para concluir se o produtor tem capacidade de pagamento ou não. Por isso a Faep recomenda efetuar o pagamento da primeira parcela da securitização na data do vencimento e se ele estiver correto o banco credita a diferença na sua conta posteriormente, afirmou Proença.
A Superintendência do Banco do Brasil-PR que tem a maior parte dos contratos de securitização está otimista em receber a primeira parcela da dívida que vence no próximo dia 31. Segundo Bruno Schauff, gerente de crédito rural do BB, as parcelas em atraso representam apenas 0,9% do total emprestado e a inadimplência no Paraná é muito inferior à media nacional que gira em torno de 2,95%.

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