Dívida em títulos cresce 2,25%
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terça-feira, 20 de abril de 2004
Agência Estado 
Brasília - A dívida em títulos do governo federal cresceu 2,25% em março, passando de R$ 743,15 bilhões em fevereiro para R$ 759,84 bilhões. Apesar dessa elevação, os técnicos do governo consideram que houve uma melhora na composição da dívida. Os papéis com correção prefixada passaram a responder por 15,41% do total, o maior nível registrado desde novembro de 2000. A estratégia adotada pelo Banco Central (BC) de reduzir a chamada exposição cambial surtiu novo efeito e a parcela da dívida atrelada à taxa de câmbio caiu para 17,71% do total.
Segundo o coordenador-geral de Administração da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Paulo Valle, dois fatores justificaram o aumento do endividamento. O efeito dos juros, que mensalmente eleva o estoque da dívida, e a maior venda de títulos feita pelo Tesouro no período. Em março, o governo resgatou todos os papéis que venciam e ainda vendeu R$ 6,1 bilhões para o mercado, o que provocou um crescimento no estoque da dívida.
Se por um lado essa maior colocação de títulos representa um aumento do endividamento, ela também indica confiança das instituições financeiras na política de administração da dívida, além de fazer parte da estratégia do Tesouro. ''Essa emissão líquida é feita com vistas a uma melhor administração da dívida. Nos meses de baixo vencimento, captamos mais para nos meses em que tivermos grandes vencimentos já ter uma reserva para não sermos obrigados a captar tudo o que for necessário para rolar (pagar os títulos que vencem) naquele mês'', explicou Valle.


