Dívida é a preocupação de usuários em Londrina
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segunda-feira, 28 de julho de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Alheios, em sua maioria, ao aumento do faturamento das prestadoras de cartão de crédito no País, os consumidores vêem no movimento financeiro com plástico a ilusória solução para a falta de dinheiro no fim do mês, principalmente quando surge a necessidade de uma compra emergencial no supermercado ou de um conserto do carro. São essas as situações que criam a dívida no cartão, preocupação de 10 entre 10 usuários do serviço.
O estudante Pedro Luiz Tozoni Palma é um dos que faz uso do cartão para situações emergenciais. Ele, que gasta cerca de R$ 400,00 por mês geralmente com compras de supermercado e, eventualmente, algumas roupas, afirma já ter se complicado para quitar sua dívida com o cartão. ''Tive que ir rolando a dívida sem usar o cartão até poder pagar integralmente'', conta.
Para evitar esse tipo de situação, o professor Laércio Rodrigues de Oliveira, da Universidade Estadual de Londrina, mestre em economia política pela PUC-São Paulo, recomenda negociação, desde o momento da compra até o pagamento da dívida. ''O consumidor precisa saber que o pagamento de compras com cartão é, na verdade, um pagamento à vista. Isso dá ao comprador o direito de negociar um desconto''.
Os juros cobrados por cada prestadora, segundo Oliveira, também devem ser negociados. ''Se uma prestadora oferece juros menores que outra, abre-se uma brecha para negociar uma redução''. E se o problema com o cartão já se transformou em dívida, o economista recomenda negociação direta com a empresa. ''Mostrar boa vontade para o acerto da dívida pode render um desconto de até 50% do valor devido''.


