Dívida dos consumidores sobe 1,7% em 2007
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Folhapress 
São Paulo - A inadimplência dos consumidores no País subiu 1,7% em 2007 em relação a 2006, segundo levantamento da Serasa. Em dezembro do ano passado, a alta foi de 10,2% ante igual período de 2006. Já na variação mensal - dezembro contra novembro de 2007 - houve queda de 1,5% na inadimplência das pessoas físicas.
Segundo os técnicos da Serasa, a inadimplência do consumidor brasileiro se agravou no último trimestre de 2007. ''A expansão do endividamento, com prazos mais longos oferecidos no crédito, facilitou o acúmulo de dívidas por parte de consumidores não organizados financeiramente'', avaliam.
Os fatores que mais contribuíram para impedir uma expansão ainda maior da inadimplência foram o aumento da massa salarial e do emprego formal (com carteira assinada), segundo a Serasa. Por outro lado, a instituição aponta o avanço da inflação em alguns produtos básicos e administrados reduziu a renda disponível para o pagamento de dívidas.
Para os técnicos da Serasa, no balanço do ano, a evolução da inadimplência de 1,7% comparada com a do crédito - que até novembro acumulou alta de 31,3%, segundo o Banco Central - determinou uma relação favorável ao crédito. A Serasa chama a atenção para a análise história da inadimplência, de crescimento de 10,3% em 2006 e de 13,5% em 2005.
Segundo a Serasa, o valor médio de cheques sem fundos em 2007 foi de R$ 611,25 (alta de 4,8%). Quanto às dívidas com as instituições financeiras, ficou em R$ 1.286,73 (expansão de 10,2%). As dívidas com cartões de crédito e financeiras registraram valor médio de R$ 364,02 (alta de 8,1%) e de títulos protestados, de R$ 883,32 (variação positiva de 11,9%).
As dívidas com os bancos lideraram o ranking de representatividade da inadimplência das pessoas físicas em 2007, com participação de 40,1% - acima da registrada em 2006, quando foi de 32,5%. Em segundo lugar, aparecem as dívidas com cartões e financeiras, com participação de 30,2%, ante 32,8% em 2006.
Os cheques sem fundos tiveram 27,2% de peso na composição do indicador em 2007, abaixo dos 31,8% registrados em 2006. Já os protestos, que têm menor peso na inadimplência de pessoa física, apresentaram no ano passado uma participação de 2,6%, e em 2006, de 2,9%.


